Rússia intensifica ataques à Ucrânia com mais de 400 drones

A Rússia executou hoje um dos seus mais significativos ataques diurnos contra a Ucrânia, utilizando mais de 400 drones. Este ataque, que começou às 09:00 horas locais, foi descrito pelo porta-voz da Força Aérea ucraniana, Yuriy Ignat, como uma “escala sem precedentes” desde o início do conflito em fevereiro de 2022.

Os ataques resultaram em pelo menos quatro mortes e 35 feridos, de acordo com as autoridades ucranianas. Durante a noite, a Rússia já havia disparado 23 mísseis de cruzeiro e sete mísseis balísticos, atingindo pelo menos 10 localidades em todo o país. Os bombardeamentos continuaram ao longo do dia, afetando várias regiões, incluindo a capital, Kiev.

Na cidade de Dnipro, na Ucrânia central, pelo menos 13 pessoas, incluindo três crianças, ficaram feridas. Em Lviv, no oeste do país, um ataque a um prédio de apartamentos deixou duas pessoas gravemente feridas. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou a urgência de aumentar a proteção civil e a necessidade de apoio contínuo para a Ucrânia. “É importante que todos os acordos sobre defesa aérea sejam implementados atempadamente”, afirmou Zelensky.

Simultaneamente, as forças russas estão a intensificar as operações para romper as defesas ucranianas na linha da frente, o que pode sinalizar o início de uma nova ofensiva terrestre na primavera. O general Oleksandr Syrskyi, comandante das forças armadas da Ucrânia, relatou que as tropas russas têm tentado romper as linhas defensivas em várias áreas estratégicas, com 619 ataques registados nos últimos quatro dias.

O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), um grupo de reflexão com sede em Washington, considera que a ofensiva russa de primavera-verão já está em curso. Desde 17 de março, Moscovo tem intensificado os seus ataques e deslocado equipamento pesado e mais tropas para a linha da frente.

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Com o conflito na Ucrânia a passar para segundo plano devido à escalada de tensões no Médio Oriente, os enviados ucranianos reuniram-se no sábado com representantes norte-americanos para tentar relançar as negociações com Moscovo. As últimas conversações, realizadas em Genebra em fevereiro, terminaram sem avanços significativos sobre as questões essenciais, como o futuro das regiões do leste da Ucrânia e garantias de segurança para Kiev.

A guerra no Médio Oriente tem beneficiado a Rússia, ao permitir um levantamento parcial das sanções norte-americanas sobre o comércio de petróleo russo, numa tentativa de conter a instabilidade nos mercados globais. A situação continua a evoluir rapidamente, e os ataques à Ucrânia são um reflexo da complexidade do cenário geopolítico atual.

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Fonte: Sapo

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