AIE discute libertação de petróleo com governos asiáticos e europeus

A Agência Internacional da Energia (AIE) está em conversações com governos asiáticos e europeus sobre a possibilidade de libertar mais barris de petróleo. O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, afirmou que a melhor solução para a atual crise de fornecimento passa pela reabertura do Estreito de Ormuz, uma via marítima vital que transporta cerca de 20% do petróleo mundial.

Durante uma conferência no National Press Club, em Camberra, Birol destacou que, se necessário, a AIE está disposta a avaliar as condições do mercado e discutir com os seus países membros a libertação de mais petróleo. Em março, a AIE já tinha acordado libertar 400 milhões de barris das suas reservas estratégicas, em resposta ao aumento dos preços do petróleo devido ao conflito no Médio Oriente entre os Estados Unidos, Irão e Israel.

Birol sublinhou que, embora a libertação de petróleo possa ajudar a acalmar os mercados, não é uma solução definitiva. Ele explicou que esta medida apenas reduzirá temporariamente o impacto na economia. A AIE já tinha proposto, em março, várias medidas para reduzir a procura de petróleo, incluindo a promoção do teletrabalho e a redução da velocidade nas estradas.

Entretanto, o Japão anunciou que começará a libertar 80 milhões de barris de petróleo das suas reservas estratégicas, o que equivale a 45 dias de consumo interno. Esta decisão visa mitigar a possível escassez de petróleo provocada pelo conflito no Médio Oriente. O país, que possui atualmente cerca de 470 milhões de barris em reservas, já implementou subsídios para limitar o preço da gasolina.

Analistas do mercado de petróleo preveem volatilidade nos preços. O analista da XTB, Henrique Tomé, indicou que, apesar da trégua de cinco dias anunciada pelos Estados Unidos, a incerteza permanece. Os preços do petróleo Brent estão a ser negociados em torno dos 100 dólares por barril, com uma curva de futuros que sugere uma possível instabilidade.

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O CEO da ActivTrades Europe, Ricardo Evangelista, alertou que, apesar da redução do risco imediato de uma escalada nos preços, a possibilidade de nova volatilidade continua. A situação no Estreito de Ormuz, que permanece em grande parte fechado devido ao conflito, é um fator crítico que pode influenciar os preços do petróleo.

Além disso, instituições financeiras como o Goldman Sachs e a S&P Global já revisaram em alta as suas previsões para os preços do petróleo, refletindo a expectativa de que as interrupções no fluxo de petróleo através do Estreito de Ormuz possam durar mais tempo do que o inicialmente previsto. A AIE e os analistas continuarão a monitorar a situação de perto, uma vez que qualquer nova escalada no conflito poderá ter um impacto significativo nos preços do petróleo.

Leia também: O impacto da crise no Médio Oriente nos preços da energia.

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Fonte: Sapo

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