Banco de Portugal reduz previsão de crescimento para 1,8% em 2023

O Banco de Portugal anunciou uma revisão em baixa da previsão de crescimento económico para este ano, agora estimado em 1,8%, uma redução de cinco décimas em relação às previsões anteriores. Esta alteração surge na sequência de um contexto internacional deteriorado, exacerbado pelo conflito no Médio Oriente, que tem levado ao aumento dos preços dos bens energéticos e a uma expectativa de agravamento nas condições de financiamento.

No comunicado que acompanha o boletim económico de março, a autoridade estatística sublinha que a revisão se deve também a eventos climáticos extremos ocorridos no início do ano e à evolução mais fraca da atividade económica no final de 2025, comparativamente ao que era projetado em dezembro. Apesar deste cenário desafiador, a solidez do mercado de trabalho, a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e uma política orçamental expansionista ajudam a mitigar o impacto negativo.

Para o próximo ano, o Banco de Portugal prevê um crescimento de 1,6%, enquanto para 2028 a expectativa é de um aumento de 1,8%. Contudo, a atividade económica poderá ser condicionada pelo abrandamento da oferta de trabalho e pela diminuição dos fundos europeus. Durante este período, a procura interna deverá ser o principal motor do crescimento, com a expectativa de que a economia nacional continue a crescer acima da média da zona euro, embora o diferencial se estreite ao longo do tempo.

No que diz respeito ao mercado de trabalho, a taxa de desemprego deverá manter-se em níveis historicamente baixos, embora a criação de emprego possa abrandar devido à diminuição dos fluxos migratórios e ao aumento mais contido da taxa de atividade. A inflação, por sua vez, deverá aumentar para 2,8% em 2026, refletindo pressões externas, uma revisão em alta face à previsão anterior de 2,1%.

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O Banco de Portugal destaca que a incerteza é elevada e que os riscos associados à economia intensificaram-se desde dezembro. Este cenário assume uma duração relativamente limitada do conflito no Médio Oriente, com efeitos controlados na confiança das famílias e empresas, bem como nas cadeias de abastecimento globais. No entanto, a intensificação ou prolongamento das hostilidades poderá ter um impacto mais significativo nos preços e na atividade económica.

Internamente, o principal risco está relacionado com a capacidade de execução do PRR. Em contrapartida, a economia portuguesa poderá ser impulsionada pelo recém-anunciado Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) e pelo aumento do investimento europeu em defesa e infraestruturas. O Banco de Portugal recomenda que, neste contexto de tensão geopolítica e constrangimentos demográficos, o país mantenha a trajetória de redução do endividamento público e privado, além de reforçar as qualificações da população e criar condições para aumentar o investimento e a adoção de novas tecnologias.

Leia também: O impacto do PRR na economia portuguesa.

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Fonte: Sapo

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