O Irão respondeu de forma contundente às declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou estar a negociar com Teerão. O Exército iraniano, através do coronel Ebrahim Zolfaghari, do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya, desmentiu categoricamente qualquer tipo de acordo, afirmando que “não chames acordo à tua derrota. A era das tuas promessas chegou ao fim”.
No comunicado divulgado pela agência Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica, Zolfaghari sublinhou que as alegações da Casa Branca sobre negociações com a República Islâmica são infundadas. “Existem hoje duas frentes: a verdade e a mentira. E nenhum amante da verdade se deixa seduzir pelas tuas ondas mediáticas”, acrescentou.
Além de negar as negociações, o Exército iraniano alertou que os preços do petróleo não voltarão aos níveis anteriores até que as suas Forças Armadas garantam a estabilidade na região. “Nem os vossos investimentos na região se concretizarão, nem verão os preços da energia e do petróleo de antes, até compreenderem que a estabilidade na região é garantida pela mão poderosa das nossas forças armadas”, afirmou o comunicado.
Donald Trump, por sua vez, expressou confiança de que Teerão e Washington chegarão a um acordo, referindo que houve uma “mudança no regime” no Irão. Embora Teerão tenha reconhecido contactos indiretos com a Casa Branca, rejeitou qualquer negociação formal. Trump também mencionou que os representantes iranianos com quem dialoga “concordaram que nunca terão a arma nuclear”.
A situação é ainda mais complexa com a recente mobilização de unidades da Marinha dos EUA, que adicionará cerca de 5.000 fuzileiros navais à presença militar na região. Esta manobra é vista como uma forma de Trump garantir “máxima flexibilidade” nas suas ações futuras. As autoridades israelitas, que têm defendido uma postura agressiva contra o Irão, mostraram-se surpreendidas com a proposta de um plano de cessar-fogo.
Entretanto, os preços do petróleo continuam a subir, impactando diretamente os consumidores e aumentando a pressão sobre Trump para pôr fim à guerra. O bloqueio de Teerão ao estreito de Ormuz tem paralisado o transporte marítimo internacional, contribuindo para a escalada dos preços dos combustíveis e ameaçando a economia global.
Zolfaghari concluiu: “O poder estratégico de que costumavam falar transformou-se num fracasso estratégico. Aquele que se autointitula superpotência mundial já teria saído desta confusão se pudesse. Não disfarcem a vossa derrota como um acordo. A vossa era de promessas vazias chegou ao fim”.
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Fonte: Sapo





