O Irão rejeitou, esta terça-feira, o plano de paz proposto pelos Estados Unidos, conforme anunciou um responsável governamental, cuja identidade não foi revelada. A informação foi divulgada pela televisão estatal iraniana, a Press TV, que afirmou que a proposta americana não foi bem recebida por Teerão.
“O Irão reagiu negativamente à proposta americana”, indicou a estação, referindo-se ao alegado plano de 15 pontos elaborado pela administração do Presidente Donald Trump. O responsável iraniano sublinhou que “a guerra terminará quando o Irão decidir pôr-lhe fim, e não quando Trump assim o decidir”.
Esta rejeição surge após o Paquistão ter comunicado que entregou ao Irão a proposta norte-americana, que inclui exigências como o fim do apoio de Teerão a aliados regionais, incluindo o Hezbollah e o Hamas. Na segunda-feira, o governo iraniano já havia indicado que recebeu mensagens de “alguns países amigos” sobre um pedido dos EUA para iniciar negociações que visam encerrar o conflito.
O plano de paz foi noticiado inicialmente pelo The New York Times e pela estação israelita Channel 12, que revelaram que a administração Trump tinha elaborado um conjunto de exigências para a resolução do conflito com o Irão. Segundo fontes não identificadas, os negociadores norte-americanos, incluindo o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, propuseram um cessar-fogo de um mês, permitindo que as autoridades iranianas analisem as exigências.
Entre as condições apresentadas, Washington exige que o Irão renuncie ao desenvolvimento de armas nucleares, que entregue todo o combustível enriquecido e que desmantele várias instalações nucleares. Além disso, o Irão deverá abandonar o apoio a milícias regionais e deixar de financiar grupos como o Hezbollah e o Hamas. O plano também sugere limites à quantidade de mísseis que o país poderá ter e ao seu alcance.
Em troca, o Irão poderia beneficiar do levantamento das sanções internacionais e do apoio ao seu programa nuclear civil. A Casa Branca e o Departamento de Estado ainda não confirmaram oficialmente as informações sobre o plano.
A tensão entre os EUA e o Irão escalou após um ataque militar lançado em fevereiro, justificado pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para limitar o seu programa de enriquecimento de urânio, que Teerão afirma ter fins civis. Em resposta, o Irão atacou alvos israelitas e bases norte-americanas na região, além de bloquear o estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o transporte de petróleo e gás natural.
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Fonte: Sapo





