Ferrari intensifica entregas aéreas para o Médio Oriente

A Ferrari está a acelerar as suas entregas aéreas para o Médio Oriente, uma medida que surge em resposta às dificuldades logísticas provocadas pela guerra com o Irão. Desde a semana passada, a marca italiana suspendeu a maioria das entregas por via marítima, optando por um serviço aéreo para garantir que os seus supercarros de luxo chegam aos clientes. Esta mudança é uma tentativa de minimizar o impacto das restrições impostas no Estreito de Ormuz, onde os navios que transportam automóveis estão impedidos de entrar.

A Ethiad Cargo, que oferece desde 2018 o serviço FlightValet para o transporte de veículos, é uma das companhias a facilitar este tipo de entregas. Apesar de o transporte aéreo ser significativamente mais caro, com custos que podem ser quatro a cinco vezes superiores ao transporte marítimo, a Ferrari considera que esta é a melhor solução para manter o fluxo de vendas num dos mercados mais rentáveis do setor automóvel.

Os dados do Financial Times indicam que o custo médio para transportar um quilograma de carga da Europa para o Médio Oriente aumentou em dois terços desde o início do conflito, atingindo 2,56 euros. Este aumento de custos logísticos não é um impedimento para os compradores destes modelos limitados e personalizados, que continuam a demonstrar interesse em adquirir os veículos.

Enquanto isso, outras marcas de luxo, como a Bentley, estão a entregar encomendas a partir do stock existente no Médio Oriente, sem recorrer a aviões. A Rolls-Royce, por sua vez, está a colaborar com parceiros logísticos para garantir que as suas entregas não sejam afetadas. Embora o Médio Oriente represente uma fatia menor em termos de volume para estas marcas, a região é crucial em termos de margem e personalização.

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Contudo, a situação não é fácil para todos os fabricantes. Alguns deles, contactados pelo Financial Times, revelaram que as encomendas já feitas continuam em vigor, mas não estão a aceitar novas. Um construtor europeu, que preferiu não ser identificado, admitiu que está a suspender planos de abertura de novas lojas na Arábia Saudita, uma vez que o número de visitas aos showrooms tem diminuído. “Ficou tudo muito, muito parado”, afirmou a fonte.

Além disso, alguns dos veículos que seriam vendidos no Médio Oriente poderão ser realocados para mercados como o Japão. No entanto, como foi destacado, os carros vendidos na região são frequentemente as versões mais caras e é difícil obter o mesmo retorno financeiro ao colocá-los em outros mercados.

Leia também: O impacto da guerra no setor automóvel e as suas consequências.

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Fonte: ECO

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