O Governo francês revelou hoje um investimento adicional de 8.500 milhões de euros na compra de munições até 2030. Esta decisão surge num contexto de crescente instabilidade global e de rearmamento na Europa. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, fez o anúncio durante um debate na Assembleia Nacional, onde se discutiu a crise no Médio Oriente.
Este novo investimento em munições será somado aos 16.000 milhões de euros já previstos pela Lei de Programação Militar (LPM), aprovada em 2023. Lecornu sublinhou a importância desta medida, considerando-a “indispensável e colossal”. O Governo francês enfrenta, no entanto, desafios orçamentais, tendo implementado medidas de austeridade para reduzir o défice, que deverá ficar nos 5% acordados com Bruxelas.
A LPM será revista este ano, com uma nova proposta a ser apresentada no Conselho de Ministros a 8 de abril. O texto será discutido nas duas câmaras do parlamento francês entre maio e junho. O investimento em munições será essencial para modernizar as capacidades de defesa do país, especialmente em áreas como a defesa terra-ar e o combate a drones.
Lecornu destacou que a guerra na Ucrânia e outros conflitos recentes evidenciam a necessidade de repensar a conceção do armamento. “Quando um drone de alguns milhares de euros provoca o lançamento de um míssil de vários milhões, é preciso reavaliar a nossa abordagem”, afirmou o primeiro-ministro. Para isso, o Governo francês planeia desenvolver sistemas de drones intercetores, com a produção a ser realizada em território nacional.
Além disso, será criada uma nova plataforma, denominada France Munitions, que terá como objetivo centralizar a aquisição de munições. Esta entidade inovadora não só atenderá às necessidades das Forças Armadas francesas, como também permitirá uma melhor coordenação com os aliados, aumentando a eficiência das encomendas à indústria.
Através deste investimento em munições, França procura não apenas reforçar a sua segurança, mas também garantir uma resposta eficaz às ameaças emergentes. A modernização das suas forças armadas é, assim, uma prioridade inadiável.
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Fonte: ECO





