Os trabalhadores da RTP decidiram avançar para uma greve, abrangendo o trabalho normal, suplementar e em feriados, como resposta à proposta de corte salarial apresentada pela Administração da empresa. Esta decisão foi tomada durante um plenário geral, realizado na passada sexta-feira, onde os trabalhadores aprovaram, por unanimidade, formas de luta contra a proposta considerada inaceitável.
Em comunicado, os sindicatos representativos da RTP informaram que a proposta da Administração consistia num aumento salarial de apenas 7,50 euros, um valor que está muito aquém da recomendação do Governo, que sugere aumentos de 56,58 euros para o setor empresarial do Estado. A proposta inicial da Administração era ainda mais baixa, fixando-se em apenas cinco euros.
A indignação dos trabalhadores é evidente. A Comissão de Trabalhadores da RTP classificou a proposta da Administração como um “insulto deliberado” a todos aqueles que garantem diariamente o serviço público de media. Além disso, a Administração pretende eliminar o desconto de 3% para o seguro de complemento de reforma, acabar com o subsídio de deslocação e aumentar em três vezes o custo do seguro para os trabalhadores. Apesar do aumento dos custos nos refeitórios, o subsídio de refeição permanecerá inalterado.
Outro ponto crítico levantado pelos sindicatos é a recusa do ministro da Presidência, Leitão Amaro, em atualizar a Contribuição para o Audiovisual, que está indexada à inflação. Esta decisão resultará numa perda de cerca de seis milhões de euros para a RTP este ano, somando uma perda acumulada de 135 milhões de euros desde 2017.
Os sindicatos, que incluem a FE, FETESE, SICOMP, SINDETELCO, SINTTAV, SITESE, SITIC, SJ, SMAV e STT, irão apresentar os pré-avisos de greve em breve. As próximas reuniões com o Conselho de Opinião e o Conselho Geral Independente da RTP estão agendadas para os dias 30 e 31 de março, respetivamente. A negociação do Acordo de Empresa com o Conselho de Administração está marcada para 1 de abril.
A Administração da RTP, liderada por Nicolau Santos, não se pronunciou sobre a situação, alegando que o processo negocial ainda está em curso. A tensão entre os trabalhadores e a Administração da RTP continua a aumentar, e a greve poderá ter um impacto significativo na programação da estação pública.
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Fonte: Sapo





