A Volkswagen, um dos maiores grupos automotivos do mundo, está a explorar a possibilidade de converter uma das suas fábricas na Alemanha para a produção de equipamentos de transporte militar. Oliver Blume, presidente do Conselho de Administração da empresa, revelou que a companhia está em contacto com várias empresas do setor da defesa, durante um congresso em Frankfurt.
Blume destacou que a Volkswagen não tem estado ativa no setor da defesa nas últimas décadas, o que resultou num significativo atraso a recuperar. A fábrica de Osnabrück, localizada na Baixa Saxónia e que atualmente emprega cerca de 2.300 pessoas, deixará de produzir veículos a partir de meados de 2027, conforme anunciado no final de 2024. Esta mudança faz parte de um plano abrangente para restaurar a rentabilidade da marca, que inclui economias de milhares de milhões de euros.
“A situação geopolítica mudou e é preciso agir”, afirmou Blume, justificando a necessidade de diversificar as operações da Volkswagen. No entanto, o presidente da empresa foi claro ao afirmar que a fábrica de Osnabrück não se dedicará à produção de armamento, mas sim a equipamentos de transporte militar, que se alinham com a competência principal da Volkswagen. “Esse tipo de atividade poderia estar em conformidade com os nossos valores”, acrescentou.
De acordo com informações do Financial Times, a Volkswagen estaria em conversações com a Rafael Advanced Defence Systems, uma empresa israelita conhecida pelo desenvolvimento do sistema Domo de Ferro. As negociações visam a produção de componentes como camiões para transporte de mísseis e geradores elétricos.
Um porta-voz da Volkswagen, questionado sobre o estado das negociações, afirmou que ainda não foi tomada nenhuma decisão definitiva sobre o futuro da fábrica de Osnabrück. A transformação da unidade poderá representar uma nova fase para a Volkswagen, que busca adaptar-se às mudanças do mercado e às exigências atuais.
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Fonte: ECO





