O Governo português está a enfrentar atrasos significativos na entrega de apoios financeiros às vítimas da tempestade Kristin, que ocorreu há dois meses. O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, anunciou que o objetivo é concluir os processos de apoio até ao dia 30 de junho. Durante uma visita a Pombal, o governante reconheceu que “o dinheiro está a demorar a chegar” e assumiu o compromisso de acelerar o processo.
Atualmente, das 30 mil candidaturas apresentadas, apenas 3.200 foram decididas, o que representa pouco mais de 10%. Até agora, foram pagos apenas quatro milhões de euros, apesar de estarem disponíveis 250 milhões de euros nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo. Castro Almeida destacou a necessidade de melhorar a eficiência dos processos e a colaboração entre as câmaras municipais e as CCDR para evitar fraudes.
Nos próximos dias, o Governo irá disponibilizar uma plataforma online onde os cidadãos poderão acompanhar o montante dos apoios atribuídos em cada concelho. Esta iniciativa visa aumentar a transparência e facilitar o acesso à informação sobre os apoios tempestade Kristin.
O ministro também mencionou que, para ajudar as câmaras municipais a avaliar os danos, foram disponibilizados mais de 750 técnicos. Este apoio é crucial, uma vez que muitos municípios têm enfrentado dificuldades na avaliação dos prejuízos causados pela tempestade. Além disso, outras autarquias, como Lisboa e Porto, também estão a oferecer recursos humanos para colaborar neste processo.
Durante uma reunião em Pombal com associações empresariais e presidentes das Comunidades Intermunicipais, Castro Almeida discutiu formas de acelerar o processo de apoio financeiro. Embora tenha notado uma melhoria no ritmo das decisões nas últimas semanas, ainda existem ajustes a serem feitos na relação entre as câmaras municipais e as CCDR.
O ministro garantiu que o dinheiro está a chegar rapidamente às empresas afetadas, com 1.393 milhões de euros já disponíveis para cerca de seis mil empresas. Para ajudar as câmaras municipais a lidar com os encargos resultantes das calamidades, será feita uma antecipação de pagamentos no valor de 75 milhões de euros, que deverá ser solicitado em abril para que os pagamentos possam ser realizados ainda neste mês.
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Fonte: ECO





