Escassez de combustível na Europa prevista para abril

A Europa poderá enfrentar uma grave escassez de combustível em abril, caso a guerra em curso não encontre uma resolução até essa data. O alerta foi dado por Wael Sawan, presidente de uma das maiores petrolíferas do mundo, que destacou a interdependência entre segurança nacional e segurança energética. Segundo Sawan, “os países não conseguem ter segurança nacional sem segurança energética”, uma afirmação que ecoa a preocupação crescente entre os líderes europeus.

A ministra da Economia da Alemanha também se manifestou sobre esta possibilidade, indicando que a escassez de combustível poderá ser sentida já no final de abril ou em maio, caso o conflito persista. A situação é ainda mais crítica para o combustível de aviação, mas o gasóleo e a gasolina também estão em risco.

Os mercados globais de petróleo têm estado em constante agitação desde o início da guerra, com a volatilidade a tornar-se a nova norma. Os investidores reagem rapidamente a cada nova informação proveniente de Washington ou Teerão, o que tem contribuído para uma crise energética global sem fim à vista. Um exemplo claro desta instabilidade ocorreu a 9 de março, quando o preço do barril de Brent disparou para 119 dólares, antes de cair abruptamente para 84 dólares, marcando uma das flutuações diárias mais significativas da história.

Atualmente, o barril de petróleo está a ser negociado à volta dos 100 dólares, refletindo a incerteza que permeia o mercado. De acordo com a Rystad, a guerra já causou danos estimados em 25 mil milhões de dólares às infraestruturas energéticas, incluindo refinarias e fábricas de gás líquido.

Uma trader, em declarações ao “Le Monde”, comentou que “cada crise, cada guerra cria volatilidade nos nossos mercados e encontramos fontes de rendimento a partir disto. Beneficiamos com o caos.” Esta afirmação revela a complexidade do cenário atual, onde a escassez de combustível pode ser tanto uma oportunidade como um desafio.

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Nos Estados Unidos, a taxa de aprovação de Donald Trump atingiu um novo mínimo desde o seu regresso à Casa Branca, refletindo a crescente insatisfação com a gestão da crise energética. Durante um dos encontros anuais mais importantes do setor petrolífero, o ministro da Energia dos EUA afirmou que “os mercados fazem o que fazem. Os preços subiram a enviar um sinal aos produtores para produzirem mais”, mas alertou que os preços ainda não subiram o suficiente para causar uma destruição significativa da procura.

Por outro lado, o presidente da petrolífera estatal de Abu Dhabi, sultão Al Jaber, sublinhou que o aumento do custo de vida está a afetar aqueles que menos conseguem suportá-lo, prejudicando o crescimento económico global. “De fábricas a quintas a famílias em todo o mundo, o custo humano está a crescer ao dia”, afirmou.

A escassez de combustível é, portanto, uma questão que merece atenção redobrada, dado o seu impacto potencial na economia europeia e global. Leia também: O impacto da guerra no mercado energético.

escassez de combustível Nota: análise relacionada com escassez de combustível.

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Fonte: Sapo

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