A fábrica de telhas Umbelino Monteiro, localizada em Pombal, anunciou que só conseguirá recuperar a sua capacidade total de produção em maio. Esta previsão surge na sequência dos danos significativos causados pela depressão Kristin, que foram inicialmente avaliados em um milhão de euros, mas que poderão triplicar.
Pedro Valente, diretor industrial ibérico da empresa, revelou que a produção está atualmente a cerca de 60% da capacidade. “Não vejo que consigamos recuperar antes de maio”, afirmou à agência Lusa. A fábrica, que produz telhas e acessórios para telhados, sofreu danos graves em duas linhas de produção, com dois pavilhões a cederem devido à tempestade.
Um dos pavilhões colapsou completamente, enquanto o outro apresenta danos estruturais sérios que precisam de reparação. Além disso, quase todas as naves industriais ficaram expostas, resultando em danos significativos nos equipamentos devido à chuva intensa. A fábrica esteve completamente parada durante duas semanas, devido à falta de energia elétrica e a dificuldades nas comunicações.
“Estamos a trabalhar com Starlink, porque só esta semana é que começámos a ter sinal”, explicou Valente. A empresa iniciou as reparações logo nas primeiras semanas, com o objetivo de cobrir buracos e repor coberturas, tendo já registado cerca de um milhão de euros em prejuízos, entre orçamentos e trabalhos realizados. Contudo, Valente estima que os prejuízos totais poderão ascender a dois ou três milhões de euros.
Os trabalhos de recuperação estão a ser realizados com capitais próprios, uma vez que, segundo Valente, o seguro não tem disponibilizado adiantamentos. “Os apoios que há, neste momento, são tudo apoios para constituir dívida. Anúncios de apoios existem, mas o que chega efetivamente às empresas é muito pouco”, lamentou.
No que diz respeito à força de trabalho, a empresa dispensou cerca de 12 trabalhadores temporários, mas já começaram a ser reintegrados, além de ter sido feita uma gestão das férias. Apesar das dificuldades, a Umbelino Monteiro registou um aumento da procura por telhas e acessórios, tendo realizado vendas ao público durante duas semanas para responder à necessidade emergente.
“A pressão maior foi nos acessórios, onde tivemos mesmo ruturas de stock”, afirmou Valente. Ele também sublinhou que o aumento de preços no mercado não se deveu aos produtores, uma vez que a empresa manteve os preços das telhas inalterados. “As telhas continuaram a sair da fábrica aos mesmos preços que estavam antes”, garantiu.
Fundada em 1959, a Umbelino Monteiro pertence ao grupo francês Edilians, que adquiriu a empresa em 2019. A passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta causou, em Portugal, pelo menos 19 mortes e vários feridos, além de danos significativos em casas e empresas, com prejuízos que podem ascender a milhares de milhões de euros. As regiões mais afetadas foram o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
Leia também: O impacto das tempestades na economia nacional.
fábrica de telhas fábrica de telhas fábrica de telhas fábrica de telhas Nota: análise relacionada com fábrica de telhas.
Leia também: Sapatos portugueses brilham em campanha da Nespresso com Dua Lipa
Fonte: Sapo





