O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, reeleito sem oposição, destacou o papel do PS como a principal alternativa reformista em Portugal. Durante o encerramento do 25.º Congresso Nacional do PS, que teve lugar em Viseu, Carneiro afirmou que o partido se compromete a oferecer “estabilidade sem imobilismo” e “responsabilidade sem resignação”. Para ele, o PS é um “laboratório de futuro” que deve agir na próxima década para melhorar a vida dos portugueses.
Carneiro sublinhou que as pessoas anseiam por uma resposta que combine estabilidade e mudança, e que o PS assume essa responsabilidade. “O PS é e continuará a ser a alternativa séria de governo em Portugal”, afirmou, destacando a importância de reformas que tenham impacto positivo na sociedade.
No entanto, o líder socialista expressou a sua oposição à proposta de reforma da legislação laboral apresentada pelo Governo, considerando que, tal como está, não será aceite pelo PS. Carneiro criticou a proposta por tentar desmantelar os avanços conseguidos com a Agenda do Trabalho Digno, afirmando que o Governo está “do lado do passado”. Apesar disso, mostrou-se aberto ao diálogo e à melhoria da legislação laboral, desde que respeite os direitos dos trabalhadores.
Além disso, Carneiro apresentou propostas concretas para o futuro, incluindo um programa de simplificação administrativa que visa reduzir os custos para as empresas. O secretário-geral do PS defendeu a necessidade de acelerar o aumento do salário mínimo e de promover um aumento sustentado dos salários, com incentivos para as empresas que investem na qualificação dos seus trabalhadores.
O PS também pretende criar um programa de apoio ao pequeno comércio, especialmente nas áreas do interior, e propôs a criação de “Pactos Estratégicos para a Competitividade Empresarial”. O objetivo é promover a modernização e a internacionalização das empresas, garantindo que Portugal converja com a média salarial europeia até 2035.
Na área da habitação, Carneiro enfatizou que o acesso à habitação deve ser considerado um direito. O PS propõe uma estratégia nacional que, em dez anos, garanta acesso universal a “habitação condigna”. Para isso, o partido pretende aumentar o parque público de habitação acessível e implementar isenções fiscais para contratos de renda acessível.
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Fonte: ECO





