A vice-presidente do PSD, Leonor Beleza, manifestou, este domingo, a abertura do seu partido para o diálogo com o PS, sublinhando que o PSD “nunca se esquece” dos socialistas. Contudo, pediu que as negociações relativas aos lugares no Tribunal Constitucional (TC) sejam conduzidas com discrição.
Em declarações à imprensa em Viseu, após o encerramento do 25.º Congresso do PS, Leonor Beleza destacou o “desejo de colaboração e cooperação” do líder socialista, apesar das divergências nas visões para o futuro do país. A social-democrata também observou que o PS “tem alguma dificuldade em ver-se como um partido da oposição”, o que se reflete na forma como apresentam as suas propostas.
Leonor Beleza defendeu que o diálogo entre as duas forças políticas deve ser realizado “com alguma discrição” e paciência, para que se possa encontrar a melhor solução. “A composição atual da Assembleia da República sugere que muitas das questões necessárias possam ser resolvidas em diálogo. O PSD está interessado nisso e ouvimos com satisfação o desejo do líder do PS de também querer dialogar”, afirmou.
Questionada sobre o impasse em relação aos órgãos externos do parlamento, a vice-presidente do PSD reiterou a importância de manter a discrição, evitando que o assunto seja tratado na “praça pública” ou de forma conflituosa. Para Leonor Beleza, o essencial é que as pessoas nomeadas para o Tribunal Constitucional sejam competentes, conhecedoras das suas funções e capazes de atuar com independência. “Os esforços devem concentrar-se nisso”, concluiu.
Por sua vez, Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS-PP, apelou ao PS para que aceite os resultados das últimas eleições legislativas e não bloqueie a nomeação dos novos juízes para o Tribunal Constitucional. “Não nos parece avisado que o PS ameace votar contra o Orçamento de Estado para 2027 apenas por causa dos nomes”, afirmou, acrescentando que os portugueses não entenderiam uma nova crise política por questões relacionadas com o TC.
O centrista sublinhou que o PS já não é o segundo maior partido e que, na resolução do impasse na eleição dos órgãos externos, é necessário aceitar a nova realidade da composição do parlamento.
Rui Ribeiro, secretário-geral da Iniciativa Liberal, observou que o Congresso do PS revelou um partido à procura de uma nova identidade, mas que ainda não aceitou os resultados das eleições legislativas. “O Partido Socialista governou durante muitos anos e as suas políticas contribuíram para o atraso português atual”, criticou.
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Tribunal Constitucional Tribunal Constitucional Nota: análise relacionada com Tribunal Constitucional.
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Fonte: Sapo





