O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao Financial Times que a sua “coisa favorita” é “tomar conta do petróleo do Irão”. Esta declaração surge num contexto de crescente tensão no Médio Oriente, onde os EUA estão a reforçar a sua presença militar, enviando milhares de tropas para a região.
Trump mencionou a possibilidade de controlar a ilha de Kharg, um importante centro de exportação de petróleo iraniano. Este plano foi comparado à estratégia americana na Venezuela, onde os EUA pretendem manter o controlo da indústria petrolífera após a captura do líder Nicolás Maduro. O aumento das tensões no Médio Oriente já resultou num aumento de mais de 50% nos preços do petróleo, com o petróleo Brent a ultrapassar os 116 dólares por barril.
“Para ser honesto consigo, a minha coisa favorita é tomar conta do petróleo do Irão, mas algumas pessoas estúpidas nos EUA dizem: ‘porque é que está a fazer isso?’. Mas são pessoas estúpidas”, disse Trump, subestimando as preocupações sobre as implicações de tal ação.
O presidente dos EUA tem intensificado a presença militar na região, com o Pentágono a ordenar o envio de 10 mil soldados, incluindo fuzileiros navais. No entanto, a ideia de atacar a ilha de Kharg levanta questões sobre o risco de baixas americanas e a possibilidade de prolongar o conflito.
“Talvez tomemos a ilha de Kharg, talvez não. Temos muitas opções”, afirmou Trump, enquanto reconhecia que a defesa iraniana na ilha não é robusta. O conflito tem-se intensificado, com ataques a bases aéreas na Arábia Saudita e ameaças de rebeldes houthis no Iémen, o que poderia agravar ainda mais a crise energética global.
Apesar das suas ameaças, Trump mencionou que as conversas indiretas entre os EUA e o Irão, mediadas por emissários paquistaneses, estão a progredir. O presidente estabeleceu um prazo de 6 de abril para que o Irão aceite um acordo que ponha fim à guerra ou enfrente represálias ao seu setor energético.
Quando questionado sobre a possibilidade de um acordo de cessar-fogo que permitisse a reabertura do estreito de Hormuz, onde flui uma parte significativa do petróleo mundial, Trump não forneceu detalhes concretos, mas afirmou que existem ainda 3.000 alvos restantes a serem atacados.
Recentemente, Trump afirmou que o Irão permitiu a passagem de navios-tanque com bandeira do Paquistão pelo estreito como um “presente” para os EUA, embora não tenha sido possível verificar essa informação. Ele também insinuou que o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, poderia ter sofrido mudanças significativas no seu governo, mencionando a possibilidade de que o filho de Khamenei esteja em condições críticas.
Enquanto a situação no Médio Oriente continua a evoluir, o futuro do petróleo do Irão e as relações entre os EUA e o Irão permanecem incertos. Leia também: O impacto das tensões no Médio Oriente nos mercados globais.
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Fonte: Sapo





