Activecap analisa 170 milhões de euros para investimento

A Activecap, uma sociedade de capital de risco lançada em 2020, já investiu 120 milhões de euros em empresas portuguesas e está a preparar-se para mais do que duplicar esse valor nos próximos dois a três anos. O CEO da Activecap, Pedro Correia da Silva, revelou que a empresa tem atualmente 170 milhões de euros em análise para novos investimentos.

Durante um encontro com jornalistas em Lisboa, Correia da Silva explicou que o processo de seleção das empresas é rigoroso. “Umas estão numa fase mais avançada, outras menos. Aquelas que passam no crivo são empresas em que nós acreditamos”, afirmou. O processo começa com uma análise inicial, seguida de conversas com as empresas. Se estas cumprirem os critérios de elegibilidade do fundo, a Activecap realiza uma visita às mesmas, um trabalho que, segundo o CEO, é bastante minucioso. A empresa opera com um critério de um investimento por cada 10 oportunidades analisadas.

A Activecap gere dois fundos: um com 40 milhões de euros já investidos e outro com 80 milhões em fase final de investimento. Até agora, a sociedade já investiu em quase duas dezenas de empresas de diversos setores, incluindo indústrias de alta tecnologia, como drones (Beyond Vision) e software (Sound Particles), assim como setores mais tradicionais, como o alimentar (Fabridoce), cerâmica (Moma) e vidro (Cristalmax). Até ao final do ano, a Activecap espera investir em mais duas ou três empresas.

“Somos agnósticos. Investimos em todos os setores. Na gestão de um fundo, é fundamental diversificar. Quando um investidor coloca o seu dinheiro num fundo, não espera que coloquemos todos os ovos no mesmo cesto”, explicou Correia da Silva. No entanto, ele destacou que existem setores que a Activecap prefere devido às suas características de internacionalização e potencial de exportação.

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A Activecap tem como objetivo proporcionar um retorno de 15% ao ano aos seus investidores, alinhando-se com as melhores práticas globais. “Para captar investidores internacionais, não podemos prometer menos do que isso”, sublinhou o CEO. Até ao momento, a Activecap, que conta com 40% do seu capital proveniente de investidores estrangeiros, tem conseguido cumprir os objetivos estabelecidos.

A saída dos investimentos é um tema complexo, mas essencial na análise inicial. A Activecap já realizou quatro desinvestimentos, incluindo empresas como Firmo, Staples, Cliper Cerâmica e Zumub. Correia da Silva vê a bolsa como uma “saída perfeita” para o capital de risco, permitindo a substituição de uma posição minoritária por vários acionistas. Várias empresas já manifestaram interesse em seguir este caminho.

Contudo, nem todas as empresas são adequadas para uma saída na bolsa. “Já nos aconteceu dizer que não era a melhor opção. É preciso ter ambição, mas uma ambição que faça sentido”, concluiu Pedro Correia da Silva.

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Fonte: ECO

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