Contas da Lusa de 2025 aprovadas, mas Plano de Atividades em espera

O acionista único da Lusa, a agência de notícias portuguesa, aprovou hoje o relatório de gestão e as contas referentes ao ano de 2025. No entanto, o Plano de Atividades e Orçamento para 2026 não obteve aprovação devido à falta de cumprimento de todos os formalismos exigidos, conforme indicado pela administração da agência.

Durante a assembleia-geral, foram aprovados os primeiros, segundo e quarto pontos da ordem de trabalhos, que incluíam o relatório de gestão e as contas do ano. Contudo, a proposta de aplicação de resultados, que visava a transferência de resultados transitados para reservas livres, assim como o Plano de Atividades e Orçamento para 2026, não foram aprovados. A administração da Lusa esclareceu que a não aprovação se deveu a falhas no processo de apreciação do relatório.

Na reunião, a ordem de trabalhos contemplava diversos pontos, entre os quais o relatório de gestão, documentos financeiros, e a apreciação da administração e fiscalização da sociedade. Em 2025, a Lusa registou um resultado líquido positivo de 336 mil euros, embora tenha havido uma evolução desfavorável de 1,7 milhões de euros em comparação ao ano anterior.

A administração da Lusa atribui esta variação negativa a um evento extraordinário e não recorrente em 2024, que envolveu um montante de 2,2 milhões de euros, incluindo juros moratórios, relacionado com um processo judicial em Macau e Timor sobre a titularidade de créditos. Caso este evento não tivesse ocorrido, o resultado líquido do exercício teria aumentado em 146 mil euros.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) da Lusa ascendeu a 1,1 milhões de euros em 2025, apresentando um crescimento de 151 mil euros, sem considerar o evento extraordinário mencionado. O ativo líquido da agência alcançou os 22,5 milhões de euros, impulsionado pela revalorização do edifício em Lisboa e pelo aumento do capital social em 5 milhões de euros.

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Após a conclusão do processo de aquisição das participações financeiras dos acionistas privados, que se finalizou em novembro de 2025, o Estado passou a deter a totalidade do capital social da Lusa. Este ano, o Governo também aprovou novos estatutos para a agência, que introduzem um novo modelo de governação, incluindo a criação de um Conselho Consultivo.

Joaquim Carreira, que preside ao Conselho de Administração da Lusa desde 2021, foi reconduzido para um novo mandato de quatro anos, de 2026 a 2029. Nesta nova fase, foram ainda nomeados dois membros executivos, Ana Alves e Luís Ferreira Lopes, que se juntam à administração da agência.

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Fonte: Sapo

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