Medicamentos genéricos geram poupança de 666 milhões em 2025

Em 2025, os medicamentos genéricos vendidos nas farmácias em Portugal permitiram uma poupança superior a 666 milhões de euros, embora tenha havido uma ligeira diminuição de 0,6% em relação aos 670,5 milhões de euros registados em 2024. Esta informação foi divulgada pela Associação Nacional das Farmácias (ANF) e pela Equalmed. Apesar da queda, a presidente da ANF, Ema Paulino, destacou que os resultados dos últimos dois anos são os mais altos dos últimos 15 anos, evidenciando a importância dos medicamentos genéricos na redução de custos para o Estado e para os utentes.

Os grupos terapêuticos que mais contribuíram para esta poupança incluem os antidislipidémicos, os fármacos para úlcera péptica e refluxo gastroesofágico, antitrombóticos, antidepressivos e terapêutica antidemência, que juntos representaram cerca de 57% do total da poupança em 2025. A ANF revelou que, a cada segundo, a dispensa de medicamentos genéricos nas farmácias comunitárias gerou uma libertação de recursos de 21,13 euros, o que equivale a 1.267 euros por minuto, 76 mil euros por hora e mais de 1,8 milhão de euros por dia.

João Paulo Nascimento, presidente da Equalmed, sublinhou que, no atual contexto geopolítico, os medicamentos genéricos são essenciais para a resiliência do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ele afirmou que estes fármacos são fundamentais para mitigar rupturas no abastecimento e reforçar a segurança no fornecimento de medicamentos essenciais, ao mesmo tempo que promovem um mercado farmacêutico mais competitivo.

A ANF defende a necessidade de rever o modelo de incentivos à dispensa de medicamentos genéricos nas farmácias comunitárias. Ema Paulino argumenta que o modelo atual apresenta limitações que subestimam a poupança real gerada para o Estado e os utentes. A proposta inclui a revisão do valor fixo por embalagem e a reformulação da fórmula de cálculo da poupança, incorporando a poupança real e acumulada.

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Além disso, a Equalmed enfatiza a importância de aumentar a literacia em saúde, promovendo um melhor conhecimento e confiança nos medicamentos genéricos. A associação sugere o desenvolvimento de campanhas informativas para desmistificar a utilização destes medicamentos mais custo-efetivos.

Entre 2011 e 2025, estima-se que os medicamentos genéricos tenham permitido uma libertação total de recursos de 7,2 mil milhões de euros. Nos primeiros três meses de 2025, o montante já ultrapassou os 164 milhões de euros. Para dar uma ideia da magnitude desta poupança, o valor gerado em 2025 supera o orçamento total da Fundação para a Ciência e Tecnologia e poderia financiar a construção de 3.700 casas ou a modernização integral da Linha de Cascais.

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Fonte: ECO

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