Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal, publicou um artigo no Observador onde reflete sobre os dois anos de governo e a importância da estabilidade política. No texto, Montenegro afirma que a ambição é fundamental, mas alerta que “ambição sem estabilidade seria uma imprudência infantil”. Esta declaração surge num momento em que o governo PSD/CDS-PP procura consolidar a sua posição política e económica.
Montenegro destaca que a estabilidade política é possível mesmo sem uma maioria parlamentar, como demonstraram os seus executivos. Ele menciona diversas medidas implementadas nas áreas da saúde, educação, habitação e imigração, sublinhando que a estabilidade política é uma condição necessária para o progresso. “Estabilidade sem ambição seria um desperdício imperdoável”, afirma, reforçando a necessidade de um equilíbrio entre os dois conceitos.
O primeiro-ministro também comenta a recente aprovação da nova versão da Lei da Nacionalidade, em parceria com o Chega, e defende que a sua administração não ignorou os problemas de imigração. “Trouxemos ordem e humanismo onde antes havia caos e laxismo”, diz Montenegro, enfatizando a responsabilidade do governo em lidar com questões complexas.
Na área económica, o primeiro-ministro destaca a redução de impostos, incluindo quatro cortes no IRS, que resultaram em mais de dois mil milhões de euros devolvidos aos cidadãos. “Não aumentámos um único imposto em dois Orçamentos do Estado consecutivos, pela primeira vez em democracia”, sublinha, referindo-se aos esforços do governo para promover a estabilidade política e económica.
Montenegro também menciona os aumentos nos rendimentos de trabalhadores e pensionistas, bem como a criação de um programa de habitação pública que visa construir 133.000 casas até 2030. “Já entregámos quase 18.000 casas”, afirma, destacando a prioridade do governo em resolver a crise habitacional.
Na saúde, o primeiro-ministro reconhece que ainda há trabalho a fazer, mas acredita que a situação melhorou significativamente desde que assumiu o cargo. “Enfrentámos uma degradação sem precedentes no setor”, explica, referindo-se aos desafios que a saúde pública enfrentava.
Montenegro também aborda a educação, afirmando que o governo se afastou de amarras ideológicas para focar no que realmente importa: a qualidade do ensino e a valorização dos professores. “Mais alunos com aulas e melhor integração nos currículos são algumas das nossas conquistas”, diz.
O primeiro-ministro conclui o artigo reafirmando o compromisso do governo em enfrentar os desafios que se avizinham, incluindo a aprovação do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), que visa tornar o país mais resiliente e competitivo. “A resposta do governo foi de urgência e serenidade”, conclui Montenegro, reafirmando a importância da estabilidade política para o futuro de Portugal.
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Fonte: ECO





