A missão Artemis II, que marca o regresso dos humanos à Lua após mais de 50 anos, foi lançada com sucesso a partir do Centro Espacial Kennedy, na Florida, EUA. O lançamento ocorreu às 18h35 locais (23h35 em Portugal continental) e conta com uma tripulação de quatro astronautas, incluindo membros da NASA e da Agência Espacial Canadiana.
Hugo André Costa, diretor executivo da Agência Espacial Portuguesa, expressou o entusiasmo gerado por este momento histórico. “Para quem gosta de espaço e trabalha neste setor, o que vimos foi quase como voltar a ser criança e viver o sonho de ver o homem regressar à Lua”, afirmou. Esta missão não é apenas um marco na exploração espacial, mas também um teste crucial para novas tecnologias que serão utilizadas em futuras missões.
Após semanas de adiamentos, o lançamento foi realizado com um ligeiro atraso, mas a NASA confirmou que todos os astronautas estão bem e em ótimo estado de espírito. O administrador da NASA, Jared Isaacman, destacou a importância da missão, que representa a primeira viagem tripulada à Lua desde a década de 70, embora os astronautas não pousem no solo lunar nesta fase.
Os astronautas da Artemis II irão orbitar a Lua e sobrevoar o seu lado oculto, com a expectativa de estabelecer um novo recorde de distância viajada por humanos a partir da Terra. As informações recolhidas durante esta missão de dez dias serão fundamentais para a escolha do local de aterragem da missão Artemis IV, agendada para 2028, quando se espera que astronautas voltem a pisar a Lua.
Uma das grandes diferenças entre a missão Artemis e as anteriores, como a Apollo, é a colaboração internacional. A Agência Espacial Europeia (ESA) contribuiu com o módulo europeu, que fornecerá suporte vital aos astronautas durante a viagem. “É uma participação da Europa no regresso à Lua, algo que não tínhamos visto no passado”, sublinhou Hugo André Costa.
Além disso, esta missão é notável por incluir o primeiro astronauta não-americano a viajar até à Lua, o canadiano Jeremy Hansen. A ESA e a indústria europeia estão a garantir a continuidade das missões Artemis, com a colaboração em várias componentes essenciais.
A Artemis II representa um passo significativo na exploração espacial, não só pela sua importância histórica, mas também pela oportunidade que oferece à indústria e à comunidade científica europeia, incluindo a portuguesa. “Acreditamos que surgirão oportunidades para a nossa indústria e comunidade científica participarem nas próximas fases do programa Artemis”, concluiu Hugo André Costa.
Leia também: O futuro da exploração lunar e as oportunidades para a indústria portuguesa.
Artemis II Artemis II Nota: análise relacionada com Artemis II.
Leia também: Bankinter Investment investe em ativos alternativos na Península Ibérica
Fonte: ECO





