Nos últimos dois anos, os cinco principais bancos em Portugal desembolsaram cerca de 871,5 milhões de euros em reformas antecipadas. Este dado, revelado pelo Jornal de Notícias, destaca uma tendência crescente no setor bancário, onde a saída antecipada de funcionários se tornou uma prática comum. A recente reforma antecipada de Mário Centeno, ex-governador do Banco de Portugal, aos 59 anos, gerou alguma controvérsia, mas ilustra bem esta realidade.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) lidera o ranking das reformas antecipadas, tendo alocado 513 milhões de euros em 2024 para planos de pensões e reformas antecipadas. No primeiro semestre de 2025, este valor subiu para 209 milhões de euros. Segundo o relatório e contas da CGD, a maioria das saídas ocorre por iniciativa dos próprios trabalhadores, com idades médias de 60,8 anos para as reformas e 55,7 anos para as pré-reformas. É importante notar que a idade legal para a reforma em Portugal é de 66 anos e nove meses.
O Novobanco, que ainda está a lidar com as consequências do seu processo de reestruturação, gastou 20,2 milhões de euros em reformas antecipadas em 2024 e 33,3 milhões em 2025. O BPI, por sua vez, acordou 236 saídas antecipadas em 2024, com um custo de 62,5 milhões de euros, além de ter investido 1,1 milhões de euros no ano anterior. O Millennium BCP também fez gastos nesta área, tendo destinado 2,3 milhões de euros no primeiro semestre de 2025, após um investimento de 10,4 milhões em 2024. O Santander Totta, por sua vez, gastou 8,8 milhões de euros em 2024 e 8,2 milhões em 2025.
Estas reformas antecipadas levantam questões sobre a sustentabilidade do setor bancário e o impacto nas contas das instituições. À medida que os bancos continuam a reestruturar as suas operações, é provável que os custos associados a estas saídas precoces continuem a ser uma preocupação. Leia também: O que muda com as novas regras de reforma em Portugal?
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Fonte: ECO





