França autoriza sobrevoos militares dos EUA “caso a caso”

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de França anunciou que as autorizações para sobrevoos militares dos Estados Unidos sobre o território francês serão decididas “caso a caso”. Esta decisão surge no contexto da escalada do conflito no Médio Oriente, que teve início a 28 de fevereiro com a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão.

Durante uma conferência de imprensa, o porta-voz da diplomacia francesa, Pascal Confavreux, afirmou que as autoridades francesas agirão de forma soberana e em conformidade com o Direito Internacional. A posição de França, segundo Confavreux, permanece inalterada desde o início do conflito, mesmo após críticas por parte do Presidente norte-americano, Donald Trump, que acusou Paris de falta de cooperação.

Trump referiu-se à proibição de sobrevoos de aviões militares com destino a Israel, carregados de material bélico, uma medida que não foi anunciada publicamente por França como uma zona de exclusão aérea, ao contrário de outros países, como Espanha.

As Forças Armadas francesas já tinham indicado que não permitiriam o uso de bases militares em França por aviões norte-americanos envolvidos em ataques ao Irão. Contudo, a utilização pontual dessas bases poderia ser autorizada se a missão visasse a defesa dos aliados franceses na região. As bases em questão localizam-se em Istres e Avord.

O porta-voz do MNE reiterou que França não é parte do conflito, mantendo uma posição defensiva centrada na proteção dos seus aliados e na liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Em relação às exportações de equipamento militar para Israel, o porta-voz destacou que representam apenas 0,2% do total das exportações francesas de armamento em 2024, sendo maioritariamente de caráter defensivo.

A França pretende contribuir para a redução das tensões e a estabilidade internacional, orientando as suas decisões por esses princípios. Desde o início do conflito, os EUA e Israel justificaram a sua ação militar com a inflexibilidade do Irão nas negociações sobre o seu programa nuclear, que o país afirma ter fins civis.

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Em resposta, o Irão fechou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em vários países da região. As autoridades iranianas reportaram, até agora, pelo menos 1.332 mortos, incluindo líderes importantes, embora o número total de vítimas possa ser ainda maior, segundo a organização HRANA.

O conflito alastrou-se ao Líbano, onde o Hezbollah lançou um ataque a Israel, resultando em intensos bombardeamentos e uma intervenção terrestre. Em apenas um mês, a guerra entre Israel e o Hezbollah causou mais de 1.300 mortos no Líbano, incluindo crianças e profissionais de saúde, e gerou um deslocamento massivo da população.

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Fonte: Sapo

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