A missão Artemis II, que conta com quatro astronautas, fez história esta segunda-feira ao ultrapassar o recorde de distância da Terra, anteriormente estabelecido pela Apollo 13 em 1970. Os astronautas norte-americanos Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e o canadiano Jeremy Hansen alcançaram a impressionante marca de 406.777 quilómetros, superando assim o recorde de 400.171 quilómetros da Apollo 13.
Na sala de controlo da NASA, em Houston, a responsável pela comunicação com a tripulação, Jenni Gibsons, expressou a alegria do momento: “A sala está cheia de alegria lunar hoje. Imagino que vocês também”. Christina Koch, que se torna a primeira mulher a sobrevoar a Lua, partilhou a emoção da tripulação, revelando que estavam “colados às janelas” a apreciar a vista.
A cápsula Orion, parte da missão Artemis II, atingiu este novo recorde às 12:57, hora do centro da NASA, que corresponde às 18:57 em Lisboa. Este feito é particularmente significativo, uma vez que a Apollo 13, famosa pela frase “Houston, temos um problema”, teve de contornar a Lua em 1970 devido a uma falha técnica, utilizando a gravidade lunar para regressar à Terra.
Um dos momentos mais aguardados da missão Artemis II será o sobrevoo da face oculta da Lua. Esta região, que nunca é visível da Terra devido à rotação sincrónica do satélite, não é vista por humanos desde 1972, quando a Apollo 17 se tornou a última missão a pisar a superfície lunar. Durante o sobrevoo, os astronautas terão a oportunidade de fotografar e observar esta parte do satélite natural.
A cápsula Orion está equipada com 32 câmaras que permitirão um estudo mais detalhado da face oculta da Lua. No entanto, os astronautas enfrentarão um desafio: durante cerca de 40 minutos, estarão sem comunicação com a Terra, enquanto a Lua se interpõe entre a nave e o nosso planeta.
A missão Artemis II está programada para sair da influência lunar na terça-feira às 13:25 horas (18:25 em Lisboa), iniciando assim o seu regresso à Terra. Este feito não só marca um avanço significativo na exploração espacial, mas também reforça o papel da Artemis II na história da exploração lunar.
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Fonte: Sapo





