Bondstone lança fundo de 50 milhões para investir em deeptech

A Bondstone, conhecida pela sua atuação no setor imobiliário, está a expandir os seus horizontes com o lançamento de um fundo de capital de risco no valor de 50 milhões de euros. Este novo fundo deeptech tem como objetivo investir em startups que operam em áreas inovadoras, como o espaço, robótica e defesa. A empresa pretende construir um portefólio diversificado com mais de 25 startups, com investimentos que variam entre os 500 mil e um milhão de euros.

Paulo Loureiro, fundador e CEO da Bondstone, explica que esta nova área de negócio surge de forma natural, dado o desejo da empresa de se tornar uma plataforma de investimento de referência em diferentes classes de ativos. “O venture capital representa o próximo passo lógico nessa evolução”, afirma Loureiro. Ele destaca que o atual contexto tecnológico e geopolítico na Europa oferece uma oportunidade única para o investimento em setores ligados à soberania tecnológica, onde o deeptech se insere.

O fundo será gerido pela Bondstone Ventures, uma sociedade gestora autorizada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O primeiro fechamento do fundo está previsto para 2026, com uma expectativa de captação inicial de cerca de 10 milhões de euros. A empresa está em contacto com investidores institucionais, tanto nacionais como europeus, que já conhecem o percurso da Bondstone no setor de private equity imobiliário.

O foco do fundo deeptech será em tecnologias altamente inovadoras, com potencial para transformar indústrias ou criar novos mercados. João Pedro Silva, partner de VC da Bondstone, menciona áreas de interesse como inteligência artificial avançada, computação quântica, biotecnologia e tecnologias energéticas. “Mais do que escolher segmentos, olhamos para a qualidade da tecnologia base e o potencial de impacto financeiro”, explica.

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Num momento em que a defesa na Europa ganha destaque, a Bondstone vê o espaço e a defesa como setores prioritários para investimento. “Estamos a acompanhar com muita atenção estas áreas e pretendemos investir nelas”, afirma Silva. O objetivo é manter flexibilidade na alocação de recursos, avaliando cada caso individualmente, mas é expectável que o portefólio inclua projetos ligados a tecnologias do espaço e energéticas.

A Bondstone tem como foco principal o Sul da Europa, incluindo Portugal, Espanha e França, onde existe um talento científico de qualidade. No entanto, a empresa não se limita geograficamente e está disposta a explorar oportunidades em outras regiões, desde que estejam alinhadas com a sua tese de investimento.

“Estamos totalmente concentrados no primeiro fundo. A prioridade é construir um portefólio sólido e criar valor real nas startups onde investimos”, conclui Paulo Loureiro. A constituição de um segundo fundo será avaliada com base nos resultados do primeiro, evitando o lançamento de fundos em série sem um histórico sólido.

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Fonte: ECO

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