O Governo de São Tomé e Príncipe decidiu suspender a reitoria da Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP), nomeando uma nova comissão de gestão. Esta medida surge em resposta a uma prolongada instabilidade institucional, caracterizada por conflitos internos entre a direção e o corpo docente e não docente da universidade.
Na deliberação do executivo, que foi aprovada na 35.ª reunião do Conselho de Ministros, o Governo sublinha que a USTP enfrenta uma situação de instabilidade que se arrasta há mais de um ano. Durante este período, esperava-se que os órgãos internos da universidade resolvessem as disfunções, mas a situação não se alterou. O documento, ao qual a Lusa teve acesso, destaca que a falta de entendimento entre a reitoria e os presidentes das unidades orgânicas comprometeu a coordenação académica e administrativa da instituição.
A decisão de suspender a reitora, Eurídice Helga Aguiar, e outros membros da direção foi também uma resposta às reivindicações de um grupo de docentes e não docentes que ameaçaram entrar em greve se não houvesse uma mudança na liderança da USTP. A deliberação menciona que as reuniões de auscultação realizadas pelo Governo evidenciaram um quadro de insatisfação generalizada, que afeta o normal funcionamento da universidade.
Para garantir a continuidade das atividades da USTP, o Governo nomeou uma comissão de gestão, presidida pelo professor doutor Salustino David dos Santos Andrade, que assumirá interinamente as funções de reitor. O novo vice-reitor será o professor doutor André Ferdnand Takounjou Ngueho. Esta comissão terá um mandato de 15 meses e deverá apresentar um plano para a realização de eleições no prazo de 120 dias.
Na semana anterior, a reitoria da USTP tinha defendido a implementação de uma “visão dinâmica” e mudanças na instituição, rejeitando as acusações de crise. A reitora, Eurídice Helga Aguiar, que se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo em 2023, afirmou que é normal que haja resistência em processos de mudança e que a universidade estava a seguir um plano estratégico ambicioso.
A suspensão da reitoria da Universidade de São Tomé e Príncipe reflete a necessidade urgente de resolver as questões internas que têm afetado a instituição. A nova comissão de gestão terá a responsabilidade de restaurar a normalidade e a confiança na USTP.
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Fonte: Sapo





