Irão e EUA discutem plano de cessar-fogo de 45 dias

As negociações para um possível cessar-fogo de 45 dias entre os Estados Unidos e o Irão estão a ganhar novo impulso, com mediadores regionais a tentar evitar uma escalada do conflito no Médio Oriente. Segundo informações da Axios, que cita fontes próximas do processo, os termos de uma trégua temporária estão a ser discutidos num contexto de elevada tensão diplomática e militar.

O plano de cessar-fogo, mediado por países como Paquistão, Egito e Turquia, contempla duas fases. A primeira fase prevê um cessar-fogo de 45 dias, permitindo a entrega de ajuda humanitária e o início de diálogos diplomáticos. A segunda fase consistiria na negociação de um acordo permanente que encerraria o conflito, exigindo do Irão a aceitação de limites no seu programa nuclear, sem desenvolvimento de armas, em troca de alívio de sanções.

Apesar dos esforços, as fontes da Axios indicam que as probabilidades de um acordo imediato nas próximas 48 horas são baixas. Este movimento surge após um fim de semana em que o Presidente Donald Trump intensificou a sua retórica, ameaçando levar o “inferno” ao Irão, caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto.

Teerão, por sua vez, tem mantido uma postura de resistência, rejeitando as exigências norte-americanas. O governo iraniano acredita que os EUA não estão dispostos a um cessar-fogo permanente e não reabrirá o Estreito de Ormuz em troca de uma trégua temporária. Além disso, os jornais iranianos afirmam que Teerão não aceitará prazos ou pressões para tomar decisões.

Atualmente, a rota marítima vital para o comércio global permanece fechada, exceto para um número restrito de embarcações. Contudo, num sinal de flexibilidade, o Irão anunciou que o Iraque ficará isento das restrições de navegação no Estreito de Ormuz, o que poderá facilitar o escoamento de petróleo iraquiano e aliviar a pressão sobre os seus aliados regionais.

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No que diz respeito ao impacto económico, a crise já se faz sentir nos mercados internacionais de energia. Com o bloqueio, a Arábia Saudita foi forçada a desviar parte da sua produção para portos no Mar Vermelho, aumentando os custos logísticos. Em resposta à instabilidade e ao risco de interrupção de fornecimento, a Arábia Saudita decidiu elevar o preço do seu principal tipo de crude destinado à Ásia para níveis históricos.

De acordo com dados da Bloomberg, a Saudi Aramco aplicará um prémio de 19,50 dólares acima dos índices de referência regionais para o petróleo Arab Light nas vendas de maio, refletindo a gravidade da escassez atual. O cenário está a atingir um ponto crítico, com o fim do ultimato dado por Donald Trump a aproximar-se. O Presidente dos EUA estabeleceu um prazo de 10 dias para que o Irão reabrisse o Estreito de Ormuz, que expira esta terça-feira à noite.

Trump já confirmou que realizará uma conferência de imprensa esta tarde, um evento que está a ser aguardado com grande expectativa pelos mercados e pela comunidade internacional, pois poderá determinar o início de uma intervenção militar ou a confirmação de avanços nas negociações de paz.

Leia também: A importância do Estreito de Ormuz no comércio global.

cessar-fogo Nota: análise relacionada com cessar-fogo.

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Fonte: Sapo

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