A entrega da declaração de IRS, que ocorre entre 1 de abril e 30 de junho, pode resultar em reembolsos mais baixos em 2026. Esta situação deve-se às alterações nas tabelas de retenção na fonte implementadas em 2025, que afetaram principalmente os trabalhadores por conta de outrem e pensionistas nos primeiros oito escalões de rendimento. Estas mudanças permitiram reduções nas taxas de retenção, que variaram entre 0,4 e 0,6 pontos percentuais.
O reembolso de IRS é o resultado da diferença entre o imposto retido ao longo do ano e o imposto efetivamente devido. Se um contribuinte descontou mais do que o necessário, receberá a diferença no reembolso. Por outro lado, se descontou menos, poderá ter de pagar ao Estado. Assim, o reembolso de IRS depende não só da retenção na fonte, mas também de outros fatores, como o número de dependentes e as despesas ao longo do ano.
As alterações nas tabelas de retenção na fonte em 2025 significaram que muitos contribuintes receberam um aumento no salário líquido, mas isso também implica que o valor a reembolsar em 2026 pode ser inferior. Com a diminuição da retenção mensal, menos imposto foi acumulado para devolução no momento da liquidação do IRS.
É importante notar que um reembolso mais baixo não significa necessariamente que a carga fiscal tenha aumentado. Na verdade, a redução da retenção na fonte resultou em mais rendimento disponível ao longo do ano, alterando apenas o momento em que o contribuinte recebe o dinheiro.
Para maximizar o reembolso de IRS, os contribuintes devem considerar várias estratégias. Uma delas é decidir entre fazer a declaração em conjunto ou separadamente, especialmente para casais, onde a escolha pode impactar significativamente o valor do reembolso. Simular ambas as opções antes da entrega da declaração é fundamental para determinar qual é a mais vantajosa.
Outra estratégia é avaliar se compensa optar pelo englobamento de rendimentos, que pode resultar em taxas de IRS mais baixas para rendimentos inferiores a 22.306 euros. Além disso, é crucial aproveitar ao máximo as deduções à coleta, que incluem despesas com saúde, educação e habitação. A validação das despesas no e-Fatura é essencial para garantir que os contribuintes possam beneficiar destas deduções.
Os contribuintes também devem ter cuidado com o IRS automático, que pode não refletir a situação financeira mais favorável. A entrega manual da declaração permite uma análise mais detalhada das opções disponíveis e pode resultar num reembolso mais elevado.
Por fim, mesmo aqueles que não são obrigados a entregar a declaração de IRS devem considerar fazê-lo, pois pode haver vantagens fiscais a explorar. Por exemplo, contribuintes com rendimentos de capitais podem optar pelo englobamento para recuperar a diferença entre a taxa liberatória e a taxa de imposto sobre o total dos rendimentos.
Em suma, embora o reembolso de IRS em 2026 possa ser menor devido às alterações nas tabelas de retenção, existem várias estratégias que os contribuintes podem adotar para otimizar o valor a receber. Leia também: Como maximizar o seu reembolso de IRS.
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Fonte: Doutor Finanças





