Despedimentos coletivos em Portugal caem 29% até fevereiro

Nos primeiros dois meses de 2026, Portugal registou uma significativa diminuição nos despedimentos coletivos, com um total de 77 casos comunicados, o que representa uma queda de 28,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Estes dados foram divulgados pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) e marcam o valor mais baixo desde 2023, quando foram contabilizados 71 despedimentos coletivos nos dois primeiros meses do ano.

A análise dos despedimentos coletivos revela que 28 destes casos foram de microempresas, 37 de pequenas empresas, 9 de médias empresas e 3 de grandes empresas. A região de Lisboa e Vale do Tejo destacou-se como a mais afetada, com 49 despedimentos coletivos comunicados, seguida pelo Norte com 15, Centro com 8, Algarve com 3 e Alentejo com 2.

Além disso, o número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos também apresentou uma queda significativa de 21,8%, totalizando 950 trabalhadores até fevereiro. Deste total, 893 foram efetivamente despedidos, em comparação com os 1.215 trabalhadores abrangidos no mesmo período de 2025, dos quais 1.204 foram despedidos. Assim, a redução no número de trabalhadores efetivamente despedidos em processos de despedimentos coletivos foi de 25,8%.

Focando especificamente no mês de fevereiro, foram despedidos 343 trabalhadores, um número inferior aos 803 do ano passado, mas superior aos 550 registados em janeiro. A região de Lisboa e Vale do Tejo novamente liderou, com 72,3% do total, correspondendo a 248 trabalhadores despedidos.

As áreas mais afetadas em fevereiro foram as telecomunicações, programação informática, consultoria e infraestruturas de computação. A principal razão apontada para a redução do número de trabalhadores foi a diminuição da força de trabalho, com 59% das empresas a referirem esta causa.

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Fonte: ECO

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