Guerras causam mais perdas económicas que crises financeiras

Os conflitos armados têm um impacto económico devastador, superando as perdas associadas a crises financeiras e desastres naturais. Esta é a conclusão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que alerta para os efeitos prolongados das guerras nas economias afetadas. Segundo a análise “A macroeconomia dos conflitos e da recuperação”, divulgada recentemente, as guerras não só causam perdas significativas de produção, como também geram efeitos de contágio que afetam outros países.

O FMI estima que, em média, uma economia diretamente atingida por um conflito pode ver a sua produção cair cerca de 7% ao longo de cinco anos. O mais alarmante é que essas perdas tendem a persistir por mais de uma década. As consequências incluem contrações no consumo privado e no investimento, à medida que os rendimentos das famílias diminuem e a incerteza aumenta. Além disso, a reorientação da despesa pública para fins militares leva a uma deterioração das posições orçamentais dos governos, que enfrentam dificuldades em arrecadar receitas.

As exportações também são severamente afetadas, apresentando uma redução mais acentuada do que as importações. Isso resulta numa deterioração temporária da balança comercial e numa fuga de capitais, levando os governos a implementarem controlos de capitais e a procurarem financiamento alternativo para cobrir os défices comerciais. A análise do FMI revela que a dinâmica da guerra provoca uma depreciação da taxa de câmbio e pressões inflacionistas, complicando ainda mais a situação económica.

Além das economias diretamente afetadas, os países vizinhos e parceiros comerciais também enfrentam perdas, embora modestas, no curto prazo. Contudo, estas tendem a dissipar-se à medida que as economias se ajustam e as políticas mitigam as perturbações iniciais. O FMI sublinha que as recuperações económicas após guerras são frequentemente lentas e desiguais, dependendo da durabilidade da paz. Em cerca de 40% dos casos de conflitos pós-Segunda Guerra Mundial, os países voltaram a enfrentar conflitos nos cinco anos seguintes.

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Quando a paz é mantida, a produção pode recuperar, mas frequentemente permanece aquém das perdas sofridas durante o conflito. Em contextos onde a violência regressa, as recuperações tendem a estagnar. De acordo com os cálculos do FMI, a produção pode aumentar gradualmente, atingindo cerca de 3,9% cinco anos após o fim do conflito, recuperando apenas metade das perdas iniciais.

A instituição de Bretton Woods destaca a importância de uma estabilização macroeconómica precoce, reestruturações da dívida e apoio internacional para restaurar a confiança e criar condições para a recuperação. Os esforços de recuperação são mais eficazes quando acompanhados por reformas internas que visem reconstruir instituições e promover a inclusão e a segurança.

Em suma, o FMI conclui que, apesar dos desafios intrínsecos à recuperação pós-conflito, a paz duradoura e a ação política coordenada são essenciais para alcançar recuperações mais robustas e sustentáveis. Leia também: “Impactos económicos das guerras na Europa”.

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Fonte: ECO

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