Mulheres representam 32% na governação do desporto, mas faltam líderes

As mulheres já representam 32% da governação do desporto, segundo o estudo ‘Survey SIGA 2026’, divulgado pela Sport Integrity Global Alliance. No entanto, a presença feminina nos cargos de liderança máxima continua a ser escassa. Este relatório analisa a representatividade das mulheres nos órgãos executivos das federações desportivas internacionais.

Das 30 federações internacionais avaliadas, 21 atingiram ou superaram o limiar de 30% de representação feminina, o que indica uma evolução positiva nas estruturas de governação do desporto. Um marco significativo foi alcançado pela World Athletics, que se tornou a primeira federação internacional a atingir a paridade total de género, com uma divisão de 50/50 ao nível executivo.

Apesar dos avanços, o estudo revela que persiste um “desequilíbrio estrutural” nas posições de liderança. O número de mulheres que ocupam cargos de presidentes de federações internacionais caiu de quatro para três desde o último estudo, realizado em 2024. Além disso, a quantidade de organizações lideradas por mulheres como CEO ou secretárias-gerais também é reduzida.

A SIGA apela a que as federações internacionais, organismos olímpicos e outros intervenientes do desporto global continuem a implementar reformas de governação que sejam mensuráveis. Entre as recomendações estão a adoção de standards universais sobre boa governação, políticas claras de diversidade e inclusão, definição de metas e mecanismos de responsabilização para a representação nos cargos de liderança, e o desenvolvimento de programas de mentoria que apoiem as mulheres na governação do desporto.

Emanuel Macedo de Medeiros, Co-Fundador e Global CEO da SIGA, sublinha que, apesar dos progressos na governação do desporto internacional, a liderança continua a ser predominantemente masculina, especialmente nos níveis mais altos. “O progresso, por si só, não é suficiente. É essencial garantir que seja sustentado e se traduza em mudanças estruturais duradouras”, afirma.

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Katie Simmonds, Global Chief Commercial Officer da SIGA e Chair do SIGAWomen Council, acrescenta que “a mudança real acontece quando a liderança é partilhada e quando quem ocupa posições de influência contribui ativamente para criar oportunidades para os outros”. Para Simmonds, é crucial alargar o acesso à mentoria e ao desenvolvimento de liderança para construir um futuro mais inclusivo no desporto.

Leia também: A importância da diversidade nas organizações desportivas.

governação do desporto Nota: análise relacionada com governação do desporto.

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Fonte: Sapo

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