A região do Alentejo e Baixo Alentejo sofreu prejuízos turísticos que ascendem a 14 milhões de euros devido às tempestades que afetaram vários concelhos, como Alcácer do Sal, Almeirim e Gavião, principalmente em janeiro. As infraestruturas turísticas públicas foram as mais impactadas, com danos estimados em cerca de 11 milhões de euros, enquanto os prejuízos nas infraestruturas privadas, principalmente alojamentos turísticos, totalizaram cerca de 3 milhões de euros, segundo a Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERT).
José Santos, presidente da ERT, sublinha a urgência de apoio financeiro para as empresas afetadas. “É crucial que o Estado intervenha rapidamente para evitar a interrupção da atividade económica”, afirma Santos, que destaca a importância de um fundo perdido ou subsídios não reembolsáveis para garantir a sobrevivência das empresas. O presidente da ERT alerta que a situação é crítica, especialmente em locais como a praia fluvial do Gavião, onde os negócios estão completamente destruídos.
O impacto das intempéries não se limitou apenas a Alcácer do Sal e Gavião, mas afetou também outros concelhos, como Odemira e Mértola, onde houve danos em infraestruturas de apoio ao turismo, como redes de recursos pedestres e áreas de serviço para autocaravanas. Santos destaca que, apesar dos planos de promoção do Turismo de Portugal, as linhas de crédito disponíveis não são suficientes para cobrir os danos.
O presidente da ERT defende que o Alentejo deve ser visto como um destino turístico de estadia, e não apenas de passagem. “Precisamos de mudar o perfil do visitante, promovendo mais eventos e circuitos organizados para aumentar a taxa de ocupação das camas”, explica. Embora a taxa de ocupação tenha aumentado em algumas áreas, como Grândola e Sines, Évora registou uma descida, o que evidencia a diversidade e os desafios da região.
O aeroporto de Beja também é apontado como um ativo estratégico para o turismo no Alentejo. Santos menciona que o aeroporto tem visto um crescimento na aviação executiva e comercial, o que pode beneficiar a região. “Precisamos de melhorar as acessibilidades do aeroporto e promover a sua importância no turismo local”, afirma. O presidente da ERT planeia brandizar o posto de turismo no aeroporto para melhor informar os visitantes sobre a região.
Em 2025, o Alentejo registou o melhor ano turístico de sempre, com um aumento de 6,3% nas dormidas e um crescimento significativo na procura internacional. Contudo, a região enfrenta desafios, como a necessidade de aumentar a estadia média dos turistas e melhorar a oferta de alojamento. “O nosso objetivo é garantir que o Alentejo se torne um destino turístico de 8 a 9 meses por ano”, conclui Santos.
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Fonte: Sapo





