Petróleo sofre queda histórica após cessar-fogo entre EUA e Irão

O petróleo registou uma das maiores quedas diárias desde 1991, após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão. Este recuo significativo no preço do barril, que chegou a descer mais de 15% para 91 dólares, é comparável apenas à queda observada durante a primeira Guerra do Golfo e à crise provocada pela pandemia em março de 2020, quando os preços caíram abruptamente devido à paragem da economia global.

A crise energética que afeta a economia mundial parece ter encontrado um alívio temporário, com o preço do gás a descer 18% para 44 euros por MWh. No entanto, a situação no estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo, permanece tensa. Atualmente, cerca de mil navios aguardam para atravessar esta passagem, o que poderá atrasar a recuperação dos fluxos energéticos.

A situação é ainda mais complexa, uma vez que Teerão demonstrou descontentamento com os ataques de Israel ao Líbano e decidiu restringir novamente a passagem de navios no estreito. Além disso, o ataque ao oleoduto East-West na Arábia Saudita levanta preocupações adicionais sobre a segurança do transporte de petróleo na região.

O cessar-fogo, mediado pelo Paquistão, foi anunciado em um contexto de elevada tensão. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a reabertura do estreito de Ormuz era uma condição essencial para o acordo, prometendo uma “reabertura completa e segura”. Apesar disso, a continuidade das operações israelitas no Líbano e as garantias do Irão de que cessariam as suas operações defensivas apenas se os ataques parassem, indicam que a paz duradoura ainda está longe de ser uma realidade.

Os analistas alertam que, apesar da reação positiva dos mercados, a incerteza sobre a duração do cessar-fogo persiste. A Allianz GI, por exemplo, prevê que o preço do petróleo possa estabilizar em torno dos 95 dólares por barril, mas a situação no estreito de Ormuz continua a ser um fator crítico. A Ebury também sublinha que, embora o pior cenário tenha sido evitado, a confiança dos investidores ainda é frágil.

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Com as negociações entre os EUA e o Irão a começarem na sexta-feira, a questão permanece: será este cessar-fogo um passo em direção à paz ou apenas um adiamento do conflito? A resposta a esta pergunta poderá influenciar não apenas os preços do petróleo, mas também a dinâmica económica global.

Leia também: O impacto das tensões no Médio Oriente na economia europeia.

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Fonte: Sapo

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