Investidores planeiam reativar fábrica no Barreiro com 100 milhões

Um grupo de investidores, tanto portugueses como internacionais, está a preparar um projeto ambicioso para reativar uma antiga fábrica no Barreiro, com um investimento de 100 milhões de euros. A fábrica, que se dedica à produção de fibra de carbono, foi originalmente criada em 1973 como parte de uma joint-venture entre a CUF e a Mitsubishi, mas enfrentou dificuldades nos últimos anos, levando ao seu encerramento.

A Fisipe, localizada na vila do Lavradio, foi adquirida em 2012 pelo grupo alemão SGL, que se tornou líder mundial na fabricação de produtos de fibra de carbono. Contudo, a empresa perdeu quota de mercado e competitividade, especialmente no mercado asiático, o que culminou no encerramento da produção e na despedida de 250 trabalhadores entre 2025 e 2026.

Agora, o empresário José Pedro Rodrigues, fundador e CEO da Barreiro Bay Square, lidera a iniciativa para revitalizar a fábrica no Barreiro. O objetivo é não apenas retomar a produção de fibra de carbono, mas também diversificar o mercado e apostar na indústria aeroespacial europeia. Rodrigues sublinha que o investimento permitirá a recuperação de postos de trabalho e a criação de novas oportunidades na região.

O projeto inclui a aquisição de uma participação significativa no SGL Group, que será transferida para uma nova sociedade germânica. No entanto, a aprovação da Administração do Porto de Lisboa (APL) é crucial para a transferência das ações. Rodrigues aguarda desde dezembro a aprovação necessária para dar início ao processo de construção, que poderá levar entre três a cinco anos até que a produção esteja em funcionamento.

Uma das primeiras etapas do projeto será a descontaminação dos solos, identificados como problemáticos num relatório de 400 páginas. Além disso, o empresário planeia a instalação de painéis fotovoltaicos e a recuperação de uma central de biomassa, alinhando-se com a reabilitação da frente ribeirinha do Barreiro. “Queremos transformar esta área e eliminar indústrias poluentes, criando um ambiente industrial limpo”, afirma Rodrigues.

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O projeto prevê uma receita anual de 63,5 milhões de euros, com a produção de fibra de carbono T700 e fibra acrílica técnica. A capacidade de produção da fibra de carbono é estimada em 1.500 toneladas, enquanto a fibra acrílica técnica terá uma capacidade de 2.500 toneladas. Rodrigues destaca a parceria já estabelecida com o Instituto Superior Técnico, visando a formação de mão de obra qualificada.

A reativação da fábrica no Barreiro é, assim, uma oportunidade não só para revitalizar a indústria local, mas também para contribuir para a economia nacional. Leia também: O impacto da indústria na economia local.

fábrica no Barreiro fábrica no Barreiro Nota: análise relacionada com fábrica no Barreiro.

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Fonte: Sapo

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