O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, fez acusações contundentes contra os seus opositores, afirmando que estes estão a “conspirar” para desestabilizar o seu governo. A declaração surge a apenas dois dias das eleições húngaras, que podem resultar na sua saída do poder após 16 anos à frente do país.
Na sua mensagem nas redes sociais, Orbán, que é conhecido pelo seu estilo ultranacionalista e populista, alegou que os seus adversários políticos estão a colaborar com “serviços de inteligência estrangeiros” para criar um clima de “caos, pressão e demonização internacional”. O primeiro-ministro criticou ainda a falta de atenção que os opositores dão ao povo húngaro, sugerindo que as suas ações visam apenas a conquista do poder.
Além das acusações de conspiração, Orbán também denunciou “ameaças de violência” direcionadas aos seus apoiantes e referiu “acusações fabricadas de fraude eleitoral”. Ele ainda mencionou a existência de “manifestações pré-organizadas”, que, segundo ele, têm lugar antes mesmo da contagem dos votos.
As eleições húngaras de domingo estão a gerar grande expectativa, com as sondagens a indicar uma possível viragem política à direita. Os resultados preliminares sugerem que o parlamento poderá ser dominado por apenas três partidos, com o movimento Nossa Pátria, de extrema-direita, a assumir um papel crucial no futuro político do país.
O partido opositor Tisza, de centro-direita e liderado por Péter Magyar, é apontado como o favorito nas sondagens para derrotar o Fidesz, o partido de Orbán. Contudo, analistas políticos alertam que o complexo sistema eleitoral húngaro, que foi moldado por sucessivas alterações legislativas promovidas por Orbán, pode beneficiar o partido no poder, tornando difícil prever o resultado final.
A tensão política na Hungria está em alta e as próximas horas serão decisivas para o futuro do governo de Orbán. Leia também: O impacto das eleições húngaras na União Europeia.
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Fonte: Sapo





