Os Estados-Membros do sul da União Europeia, conhecidos como MED9, incluindo Portugal, expressaram hoje a sua satisfação pelo cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão. Neste contexto, apelaram ao cumprimento desta trégua no Líbano e em toda a região do Médio Oriente. Num comunicado conjunto, os países MED9 enfatizaram a necessidade de uma “desescalada sustentada” para que se possa avançar nas negociações rumo a uma paz duradoura e sustentável.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros ou seus representantes dos MED9 reuniram-se em Split, na Croácia, com a presença da comissária para o Mediterrâneo, Dubravka Suica. Durante o encontro, discutiram a instabilidade na região mediterrânica, abordando questões de segurança marítima, económica e energética. O comunicado final sublinhou que o atual conflito é “inaceitável” e que a situação pode deteriorar-se, com repercussões significativas para a paz e segurança, tanto a nível regional como global.
As partes envolvidas devem respeitar o Direito Internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional do Mar, especialmente no que se refere à segurança marítima e à liberdade de navegação, incluindo a passagem pelo Estreito de Ormuz. Neste momento, o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão está a entrar no seu segundo dia, mas a situação continua tensa, com o exército do Kuwait a relatar ataques de drones que violam o seu espaço aéreo.
Em Beirute e nas regiões sul e leste do Líbano, os bombardeamentos israelitas resultaram em 303 mortos e 1.150 feridos, de acordo com o último balanço do Ministério da Saúde libanês. Este cenário levou Teerão a restabelecer temporariamente o bloqueio ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e a questionar a deslocação dos seus negociadores a Islamabad.
Após ameaças do Presidente Donald Trump, o Irão concordou com um frágil acordo de cessar-fogo de duas semanas. As partes têm negociações agendadas no Paquistão, com a delegação dos Estados Unidos a ser liderada pelo vice-Presidente JD Vance. A parte iraniana será representada pelo presidente do parlamento e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros.
A agenda das negociações deverá centrar-se no programa nuclear iraniano, na produção de mísseis de longo alcance e no futuro do Estreito de Ormuz, onde antes da guerra passavam 20% do petróleo e gás natural do mundo. A situação continua a ser crítica, com os ataques israelitas e norte-americanos ao Irão a terem desencadeado um conflito que se alastrou por todo o Médio Oriente.
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Fonte: Sapo





