O quarto dia da presidência aberta de António José Seguro na região Centro foi marcado por um intenso clamor das populações. Durante a visita, o Presidente da República recebeu uma série de pedidos urgentes para que as seguradoras agilizem os processos e que os apoios cheguem rapidamente a munícipes, empresários e autarcas. A região, que sofreu severos danos devido a tempestades, ainda apresenta vestígios visíveis da destruição.
Na freguesia de Meirinhas, o Presidente almoçou com a comunidade e ouviu relatos preocupantes. João Pimpão, presidente da Junta de Freguesia, lamentou a falta de comunicações fixas e a demora na restauração da eletricidade. “É uma vergonha”, afirmou, enquanto mencionava as 160 empresas afetadas e os milhões de euros em prejuízos. O presidente da câmara de Pombal, Pedro Pimpão, acrescentou que ainda existem 2.570 clientes sem acesso a telecomunicações.
Jorge Vala, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, apelou a Seguro para que utilizasse a sua influência em prol da recuperação dos municípios. O convite para que o Presidente participasse nas comemorações do Dia de Portugal em 2027 na região foi também endereçado, ao que Seguro respondeu que iria “ponderar”.
A visita incluiu paragens em locais simbólicos, como o Memorial às Vítimas dos Incêndios de 2017. Seguro sublinhou a importância de transformar a memória das tragédias em medidas concretas de prevenção. “É preciso que essa memória se transforme em ações para evitar novas catástrofes”, afirmou, rodeado de autarcas e vítimas dos incêndios.
O Presidente também destacou a urgência na limpeza de caminhos florestais, uma medida que considera essencial para prevenir novos desastres. “Esperava que essa limpeza tivesse começado mais cedo”, lamentou.
Durante o dia, as preocupações das populações foram constantes. Seguro comprometeu-se a levar as reivindicações ao Governo, garantindo que as vozes da região seriam ouvidas. As visitas a empresas locais, como uma fábrica de telhas e uma unidade de transformação de matérias-primas, permitiram a Seguro perceber a gravidade da situação.
Os estragos causados pela tempestade Kristin foram evidentes, com relatos de infraestruturas danificadas e a necessidade de apoio financeiro para reparações. O presidente dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande mencionou que os danos na infraestrutura foram avaliados em cerca de 700 mil euros e que ainda aguardam o pagamento das seguradoras.
A visita a Alvaiázere revelou um cenário desolador, com árvores arrancadas e casas danificadas. Um casal que perdeu o teto da sua casa durante a tempestade partilhou a sua história de resiliência, agora com uma nova habitação cedida pelo município.
A presidência aberta de António José Seguro na região Centro não só trouxe à luz as dificuldades enfrentadas pelas comunidades, mas também a necessidade urgente de ação e apoio para a recuperação. “Espero que a sua influência possa ajudar esta região”, pediu um dos autarcas, refletindo o desejo comum de que as promessas se concretizem em ações.
Leia também: O impacto das tempestades na economia local e as respostas governamentais.
presidência aberta presidência aberta presidência aberta Nota: análise relacionada com presidência aberta.
Leia também: Lockdown energético: crise global de combustíveis e alimentos
Fonte: ECO





