O Politécnico do Porto lançou o seu primeiro MBA em Governação Pública, com a primeira edição a ter início no dia 8 de abril. Hermano Rodrigues, co-coordenador do programa, destacou que o grande desafio deste MBA é o pragmatismo e o impacto que se pretende alcançar com esta iniciativa. Este curso, oferecido pelo ISCAP e realizado na Porto Executive Academy, é parte de um projeto mais amplo de qualificação da região do Tâmega e Sousa, apoiado pelo NORTE2030 e desenvolvido em parceria com a EY.
Os primeiros formandos deste MBA serão os quadros autárquicos da comunidade intermunicipal de Tâmega e Sousa, uma aposta do presidente da CIM, Nuno Fonseca. Na sessão de abertura, Fernando Magalhães, vice-presidente do Politécnico do Porto, sublinhou a singularidade do programa, uma vez que todos os participantes são autarcas, o que, segundo ele, representa uma mais-valia para a formação.
Manuel Moreira da Silva, presidente do ISCAP, reforçou que o MBA em Governação Pública oferece uma “abordagem holística” e conta com um painel de formadores altamente qualificados. A apresentação do programa foi feita por Hermano Rodrigues e Paulo Ferraz, administrador do Politécnico do Porto, que delinearam cinco pontos principais: uma abordagem integrada, uma equipa docente especializada, foco na transformação e sustentabilidade, oportunidades de networking e reconhecimento internacional.
O MBA visa capacitar os profissionais da função pública a enfrentar os desafios contemporâneos da administração e das políticas públicas, tanto a nível internacional como regional. Hermano Rodrigues afirmou que o curso terá uma abordagem centrada em políticas que criem impacto positivo na sociedade. O MBA inclui nove módulos, além de um módulo opcional de Imersão Internacional, que levará os formandos a uma organização internacional, como o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, em Londres, para enriquecer a experiência e promover o networking.
A conferência inaugural, que teve como tema “A organização do Estado e o desenvolvimento regional”, contou com a participação de Mário Campolargo, ex-secretário de Estado da Digitalização, que defendeu a importância da transformação digital na administração pública. Campolargo destacou que a digitalização e a inteligência artificial estão a redefinir as economias e sociedades, promovendo um Estado mais próximo do cidadão.
O keynote speaker criticou o modelo tradicional da administração pública, caracterizado pela fragmentação e burocracia, e defendeu a necessidade de uma administração centrada nas necessidades dos cidadãos e das empresas. Mário Campolargo elogiou os progressos de Portugal no Índice de Governo Digital da OCDE, mas alertou que a transformação digital deve ser encarada como uma mudança de processos e não apenas como uma aceleração de práticas antigas.
No final da sua intervenção, Campolargo sublinhou que a transformação digital não é um desafio tecnológico, mas sim uma mudança que deve assentar em pessoas, processos e tecnologia. “O propósito tem de continuar a ser profundamente humano”, concluiu.
Leia também: O impacto da digitalização na administração pública.
MBA em Governação Pública MBA em Governação Pública MBA em Governação Pública Nota: análise relacionada com MBA em Governação Pública.
Leia também: Orbán acusa opositores de conspiração a dois dias das eleições
Fonte: ECO





