Queixas de empresários da restauração chegam a António José Seguro

Durante a sua visita à marginal da praia da Vieira de Leiria, António José Seguro, Presidente da República, ouviu as queixas de vários empresários da restauração que enfrentam dificuldades após a devastação provocada pela tempestade Kristin. Aldina Faustino, proprietária de um restaurante, expressou o seu desespero ao relatar que a sua seguradora não renovou a apólice, deixando-a sem cobertura. “Por amor de Deus, que obriguem as seguradoras a fazerem-nos um seguro”, pediu, enquanto mostrava os danos visíveis no seu estabelecimento.

A situação é alarmante para muitos empresários da região, que relatam prejuízos elevados e a impossibilidade de renovarem os seus seguros devido à classificação da área como de risco. Aldina, que ainda tem seguro, questionou a lógica de as seguradoras não quererem cobrir o seu negócio, comparando-o a veículos que têm apólices. “Se fazem a um carro, porque não fazem aqui?”, indagou, evidenciando a urgência de reerguer o seu negócio.

A época balnear é crucial para a faturação anual destes estabelecimentos, e a reconstrução tornou-se uma corrida contra o tempo. Ricardo Costa, outro empresário, revelou que precisa de 400 mil euros para recuperar o seu negócio, mas ainda não recebeu qualquer apoio da seguradora. “Ativei o seguro, mas ainda não recebi”, lamentou, enquanto guardava os destroços do que restou após a tempestade.

António José Seguro escutou atentamente as preocupações, prometendo acompanhar a situação e procurar respostas junto das entidades competentes. “Tem toda a razão. Não prometo mais nada do que inteirar-me desta situação em concreto e havemos de lhe dar uma resposta”, afirmou, demonstrando empatia e compromisso.

Os relatos de desespero não se limitaram a Aldina e Ricardo. Alfredo Rasmugue, proprietário de uma marisqueira, também partilhou a sua história de perdas, contabilizando danos superiores a 300 mil euros. O cenário é desolador, com estruturas danificadas e equipamentos inutilizados, enquanto os empresários sentem-se abandonados pelo Governo.

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A visita de Seguro à região foi marcada por um “muro de lamentações”, onde os empresários expressaram a sua frustração e necessidade de apoio. A falta de respostas das seguradoras e a incerteza em relação aos apoios governamentais agravam ainda mais a situação. “É uma vida inteira a trabalhar para perdermos tudo”, desabafou Ângela Pedrosa, proprietária de uma fábrica de gelados.

No final do dia, António José Seguro levou consigo um caderno cheio de queixas e pedidos de ajuda, comprometendo-se a não esquecer as vozes que ouviu. A situação da habitação também foi abordada, com o Presidente a reconhecer a necessidade urgente de rever as condições de acesso à habitação em Portugal, onde os custos têm atingido níveis recorde.

Leia também: A luta dos empresários pela recuperação após a tempestade.

seguradoras seguradoras Nota: análise relacionada com seguradoras.

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Fonte: ECO

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