David Azevedo Lopes: A importância das livrarias no interior

David Azevedo Lopes, um nome de destaque no panorama empresarial e cultural português, partilhou a sua visão sobre a importância das livrarias no interior do país. Em uma conversa descontraída, o atual diretor-geral do grupo Leya expressou a sua preocupação com a escassez de livrarias em cidades como Montemor-o-Novo e Vendas Novas, afirmando que isso é um sintoma preocupante da cultura em Portugal.

Com uma carreira que inclui posições de liderança em empresas como a AEON, o maior retalhista do Japão, e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, David Azevedo Lopes tem um percurso profissional impressionante. No entanto, a sua paixão pela literatura e pela promoção da cultura é o que realmente o motiva. “Recomendo sempre José Saramago, mas também Mário de Carvalho e Rentes de Carvalho. Não podemos perder referências”, disse ele, sublinhando a importância de ter autores reconhecidos nas escolas.

A conversa ocorreu num almoço no restaurante do MAAT, em Lisboa, onde David chegou após uma reunião no Grupo Nabeiro. O ambiente tranquilo do restaurante contrastava com a agitação da esplanada, permitindo uma troca de ideias enriquecedora. Durante o almoço, David partilhou que começou a trabalhar aos 16 anos e que a sua experiência como marionetista o ajudou a entender a importância da arte e da cultura na formação das novas gerações.

Além de sua função na Leya, onde gere várias chancelas editoriais, David também é o proprietário de um pequeno alojamento local chamado “Casa das Letras Bed&Books” em Cabrela, no Alentejo. Este projeto, que visa promover a literatura e a cultura na região, é uma forma de combater a falta de livrarias no interior. “Está sempre cheio”, afirmou, revelando o seu desejo de se mudar definitivamente para lá.

David Azevedo Lopes também falou sobre o seu projeto mais recente, o “Comboio Literário”, que promete ser uma experiência cultural única, combinando viagens em carruagens históricas da CP com momentos literários. Os ingressos já esgotaram, o que demonstra o interesse do público por iniciativas que promovem a leitura e a cultura.

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A sua experiência no Japão, onde foi o único não nipónico na administração da AEON, também foi um tema de destaque. David compartilhou que, apesar dos desafios da pandemia, a sua passagem pelo Japão foi enriquecedora e inspiradora. O seu livro “Uma Varanda sobre Tóquio”, publicado recentemente, reflete essa experiência e as ligações culturais entre Portugal e o Japão.

No final da conversa, David revelou que está a ler três livros ao mesmo tempo, mostrando que a sua paixão pela literatura continua viva. A sua preocupação com a falta de livrarias no interior é um apelo à ação para todos os que valorizam a cultura e a educação em Portugal. “Quem lê para crianças e as leva ao teatro semeia-lhes o gosto pela cultura”, concluiu.

Leia também: A importância da literatura na educação das crianças.

livrarias no interior livrarias no interior Nota: análise relacionada com livrarias no interior.

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Fonte: Sapo

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