O Irão e os Estados Unidos concluíram, este sábado, a primeira ronda de negociações em Islamabad, onde surgiram sinais de otimismo. Durante esta fase inicial, as delegações trocaram os primeiros documentos que poderão levar a um acordo, conforme noticiado pela agência EFE, que cita uma fonte diplomática iraniana.
Ambas as partes manifestaram-se otimistas em relação ao resultado das conversas. Após a conclusão desta ronda, já se fala na possibilidade de uma nova sessão de negociações, que poderá ocorrer ainda este sábado ou no domingo à noite, envolvendo também o Paquistão. Uma fonte próxima das negociações revelou à televisão estatal iraniana que os especialistas de ambos os lados estão a trabalhar na troca de textos, com o objetivo de alcançar um cessar-fogo que ultrapasse as duas semanas inicialmente acordadas.
As delegações são lideradas, do lado norte-americano, pelo vice-presidente JD Vance, e, pelo lado iraniano, pelo presidente do parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf. As discussões centram-se em como avançar com o cessar-fogo, que tem sido ameaçado por desentendimentos e pelos ataques contínuos de Israel no Líbano.
A delegação dos EUA inclui também os enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump. Por sua vez, a delegação iraniana chegou a Islamabad na sexta-feira à tarde, conforme reportado pelos meios de comunicação iranianos.
Um dos principais pontos em discussão nas negociações é o controlo do estreito de Ormuz, uma via marítima crucial pela qual transitam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. Este tema tornou-se ainda mais relevante após a guerra iniciada em 28 de fevereiro entre os Estados Unidos, Israel e o Irão. Embora ambos os países tenham afirmado que o estreito seria desbloqueado após o anúncio do cessar-fogo de duas semanas, apenas um número reduzido de navios conseguiu utilizar esta rota estratégica, que permanece sob ameaça militar por parte de Teerão.
As negociações entre Irão e EUA são um passo importante para a estabilidade na região e para a segurança das rotas marítimas. Leia também: O impacto do estreito de Ormuz nas economias globais.
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Fonte: Sapo





