Portugal garante estabilidade energética com energias renováveis

Portugal tem encontrado uma solução eficaz para mitigar crises energéticas, graças ao aumento da utilização de energias renováveis. Desde o início da guerra na Ucrânia, os preços dos combustíveis dispararam, levando famílias e empresas a enfrentarem dificuldades financeiras. No entanto, o setor elétrico nacional tem conseguido manter os preços em níveis muito mais acessíveis do que os de outros países europeus.

Os dados são claros: desde o início do conflito, o preço médio da eletricidade em Portugal tem sido de 27 euros por megawatt-hora (MWh). Este valor contrasta fortemente com os mais de 130 euros/MWh registados no norte de Itália, os 78 euros na Alemanha e os 110 euros no Reino Unido. Portugal ocupa assim a quinta posição entre os países europeus com os preços mais baixos, superado apenas por regiões como o norte da Noruega e Espanha, onde os valores são de 18 e 22 euros/MWh, respetivamente.

O reconhecimento internacional do desempenho português é evidente. Simone Tagliapietra, do think tank Bruegel, afirmou que “os preços dispararam em mercados dependentes de gás, enquanto regiões ricas em renováveis, como Portugal e Espanha, mantiveram preços mais baixos”. Além disso, um estudo do think tank Ember revelou que o gás influenciou o preço da eletricidade em apenas 15% das horas em Portugal e Espanha, em comparação com 89% em Itália.

Pedro Amaral Jorge, presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren), sublinha que a menor dependência do gás na produção de eletricidade é uma vantagem competitiva significativa para Portugal. “Se aumentarmos a incorporação de eletricidade no consumo final de energia dos 30% atuais para 40% ou 50%, a nossa dependência energética diminuirá exponencialmente”, afirma.

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A Apren estima que as energias renováveis pouparam cerca de 900 milhões de euros a Portugal nos primeiros meses do ano, antes mesmo do início da guerra. Este resultado deve-se à redução na importação de gás, eletricidade e licenças de carbono. A combinação de energia eólica, solar e hídrica tem sido fundamental para garantir a resiliência do sistema energético nacional, especialmente após um inverno chuvoso que elevou os níveis das barragens.

João Galamba, ex-secretário de Estado da Energia, destaca que a diversidade das fontes energéticas tem um efeito positivo na estabilidade dos preços. “Temos uma combinação de períodos de chuva, sol e vento, o que proporciona um seguro significativo para o sistema energético”, afirma.

O futuro parece promissor para as energias renováveis em Portugal. O aumento da capacidade solar e eólica, aliado ao desenvolvimento de soluções de armazenamento, como baterias, deverá continuar a pressionar os preços para baixo. “As energias renováveis são mais competitivas e permitem a estabilização dos preços. Aqui, conseguimos estabilidade pagando menos, o que é um efeito particularmente virtuoso”, conclui Galamba.

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Fonte: Sapo

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