O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu a sua derrota nas recentes eleições legislativas, marcando o fim de um ciclo de 16 anos à frente do governo. Durante uma conferência de imprensa, Orbán descreveu o resultado como “doloroso, mas claro”, fazendo uma referência à sua fé ao afirmar que “Deus está acima de todos nós, a Hungria acima de tudo”.
A vitória foi atribuída a Péter Magyar, líder do partido Tisza, que, segundos antes, recebeu uma chamada de Orbán parabenizando-o pela conquista. De acordo com dados preliminares da Associated Press, o Tisza liderava em 95 dos 106 círculos eleitorais, acumulando 51% dos votos, enquanto o partido Fidesz de Orbán obtinha 40%. A Reuters indicou que o partido de Magyar poderia conquistar até 132 dos 199 assentos no Parlamento, um resultado que se aproxima da maioria qualificada necessária para implementar mudanças significativas no modelo institucional que Orbán construiu.
A derrota de Orbán não se limita à esfera política interna, uma vez que o ex-primeiro-ministro tem sido uma figura controversa na União Europeia, especialmente em questões relacionadas com o Estado de direito e o apoio à Ucrânia. Além disso, as suas relações com líderes como Donald Trump e Vladimir Putin levantaram preocupações entre os aliados europeus. A ascensão de Magyar, que se comprometeu a combater a corrupção e a reaproximar a Hungria da União Europeia, poderá alterar este panorama.
A presidente da Comissão Europeia, Úrsula Von der Leyen, foi uma das primeiras a reagir à derrota de Orbán, afirmando que “a Hungria escolheu a Europa”. Após a vitória de Magyar, Von der Leyen declarou que “o coração da Europa bate um pouco mais rápido na Hungria”, sublinhando que o país “retomou o seu caminho europeu”. A líder europeia destacou ainda que “a Europa cresce mais forte” com esta nova liderança.
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Fonte: ECO





