Péter Magyar, o novo líder do partido Tisza e vencedor das eleições legislativas na Hungria, manifestou-se contra uma adesão rápida da Ucrânia à União Europeia (UE). Em uma conferência de imprensa realizada em Budapeste, Magyar afirmou que “não apoiamos uma via rápida para a adesão da Ucrânia”, sublinhando que um país em guerra não pode integrar a UE de forma acelerada.
O líder da oposição húngara argumentou que Kiev deve seguir o processo normal de adesão, tal como todos os outros países candidatos. “A Ucrânia deve discutir os capítulos necessários para a adesão da Ucrânia à UE”, declarou Magyar, enfatizando a importância de respeitar as normas e procedimentos estabelecidos.
Além disso, Magyar anunciou que, caso a Ucrânia avance no processo de adesão, a Hungria realizará um referendo sobre a questão. “Se a Ucrânia o fizer, então a Hungria terá um referendo sobre isso e não será num futuro próximo”, acrescentou, deixando claro que a decisão não será tomada de ânimo leve.
A Ucrânia formalizou o seu pedido de adesão à UE em 28 de fevereiro de 2022, logo após o início da invasão russa. Desde 23 de junho de 2022, o país detém o estatuto de candidato à adesão. Recentemente, em dezembro de 2023, o Conselho Europeu decidiu abrir as negociações formais para a adesão da Ucrânia à UE, um passo que representa um marco importante nas relações entre Kiev e Bruxelas.
A posição de Magyar reflete uma preocupação mais ampla entre alguns Estados-membros da UE sobre a adesão da Ucrânia, especialmente em tempos de conflito. A adesão da Ucrânia à UE continua a ser um tema controverso, com diferentes opiniões sobre a rapidez e os requisitos do processo.
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Fonte: ECO





