Indra e GNR discutem evolução do sistema de vigilância costeira

Desde 2013, a Indra tem colaborado com a Guarda Nacional Republicana (GNR) na vigilância da costa portuguesa através do Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo da Costa Portuguesa (SIVICC). Este sistema, que já está em operação há mais de uma década, pode estar prestes a passar por uma atualização significativa. Helder Alves, diretor de defesa e segurança da Indra em Portugal, revelou em entrevista ao ECO/eRadar que a GNR, o Ministério da Administração Interna e o Estado Português estão a considerar evoluções para o sistema.

A Indra, uma empresa espanhola com 28% de capital estatal, tem-se destacado na área de vigilância marítima, não só em Portugal, mas também em outros mercados internacionais. Países do Médio Oriente e um na Europa já investiram em tecnologia da Indra, beneficiando do Centro de Competências em Portugal, que tem sido crucial para o desenvolvimento de colaborações internacionais.

Helder Alves mencionou que já existem contactos com a GNR sobre a futura evolução do sistema de vigilância costeira. A empresa está disposta a expandir o seu centro de competências na área da Vigilância Marítima em Portugal, o que permitiria não apenas a modernização do SIVICC, mas também a exportação de conhecimento e equipamentos para outros países.

O SIVICC, que inclui radares de vigilância marítima, foi implementado em 2013 e, como qualquer tecnologia, já apresenta sinais de envelhecimento. A GNR, através da sua Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras, é responsável por decidir sobre as atualizações necessárias. A Indra possui tecnologia moderna que combina radares com capacidades eletro-ópticas, permitindo uma identificação mais precisa de ameaças.

A evolução do sistema de vigilância costeira poderá exigir um investimento significativo, dependendo do número de radares e da abordagem do projeto. Helder Alves sublinhou que a tecnologia é cara e a sua implementação requer profissionais altamente qualificados. Os custos podem variar, mas projetos deste tipo costumam estar na ordem de milhões de euros.

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A Indra tem demonstrado um compromisso em manter a capacidade e o conhecimento em Portugal, o que poderá ser um fator decisivo para a GNR na escolha de um parceiro para a evolução do sistema. A empresa tem sido uma referência na vigilância marítima dentro da sua estrutura global, e o trabalho desenvolvido em Portugal tem contribuído para a sua afirmação.

Leia também: A importância da tecnologia na segurança marítima em Portugal.

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Fonte: ECO

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