Esta quarta-feira, o debate no Parlamento será dominado por temas cruciais para a economia nacional. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, regressa ao hemiciclo para mais um debate quinzenal, que terá início às 15h00. A oposição deverá abordar a revisão da lei laboral, a atual conjuntura internacional e a crise energética, além da relação do Governo com os jornalistas.
Em paralelo, o Conselho das Finanças Públicas (CFP) vai divulgar o relatório “Perspetivas Económicas e Orçamentais 2026-2030”. Este documento é fundamental, pois revisita as projeções macroeconómicas e financeiras de médio prazo do país. No último relatório, o CFP já tinha reduzido a previsão de crescimento da economia para 1,9% em 2025 e 1,8% para este ano, revelando um tom mais pessimista em relação às expectativas anteriores.
Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentará o Fiscal Monitor, um documento que analisa as finanças públicas e oferece recomendações de política orçamental. No último relatório, o FMI destacou que a situação orçamental de Portugal melhorou significativamente desde a pandemia, prevendo um saldo nulo para 2026. Este tipo de análise é crucial para entender as implicações do debate no Parlamento e como as políticas governamentais podem afetar a economia.
No setor financeiro, grandes bancos americanos, como o Bank of America e o Morgan Stanley, vão divulgar os seus resultados trimestrais. Esta maratona de resultados tem sido uma constante na semana, com o JPMorgan a reportar um lucro impressionante de 16,5 mil milhões de dólares e o Wells Fargo a anunciar um aumento dos lucros para 5,3 mil milhões de dólares. A gestora de ativos BlackRock também apresentou lucros de 2.212 milhões de dólares no primeiro trimestre deste ano, o que poderá influenciar o clima económico global.
Por fim, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) realizará dois leilões de obrigações do Tesouro, às 10h30, com maturidades em julho de 2026 e março de 2027. O montante indicativo global para estes leilões varia entre 1.500 e 1.750 milhões de euros, o que poderá ter um impacto significativo na gestão da dívida pública.
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Fonte: ECO





