Galp garante abastecimento de jet fuel em Portugal para os próximos meses

A Galp anunciou que Portugal não deverá enfrentar falhas no fornecimento de jet fuel nos próximos meses. A empresa, em resposta ao ECO, não especificou um período exato, mas garantiu que está a implementar medidas operacionais para reforçar a segurança do abastecimento.

Uma fonte oficial da Galp afirmou: “Neste momento, não se antecipam disrupções nos próximos meses, período em que o consumo está coberto pela produção própria da Galp, disponibilidades de stock e importações.” A empresa está a monitorizar constantemente a disponibilidade de inventários de jet fuel e a avaliar soluções para aumentar a capacidade de armazenagem.

Embora a Galp produza jet fuel na sua refinaria de Sines e esteja a investir 650 milhões de euros em combustíveis sustentáveis para a aviação, Portugal ainda depende parcialmente de importações para satisfazer as suas necessidades. A Galp esclarece que uma parte significativa das cargas de jet fuel provém da região do Golfo Pérsico.

A situação na Europa é mais crítica, com cerca de 23% do querosene utilizado pelas companhias aéreas comprometido devido ao conflito no Médio Oriente e ao bloqueio do estreito de Ormuz. Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, alertou que “a Europa só tem reservas de jet fuel para, talvez, seis semanas”. No entanto, a Galp sublinha que esta situação não se aplica a Portugal.

O aumento do preço do jet fuel e a possibilidade de escassez têm levado várias companhias aéreas a cancelar voos e a reduzir a oferta. A KLM, por exemplo, anunciou que irá cancelar 160 voos na Europa no próximo mês devido à subida dos custos. A TAP, questionada sobre se está a tomar medidas para lidar com esta situação, ainda não respondeu.

Apesar deste cenário desafiador, o número de passageiros nos aeroportos portugueses continua a aumentar. Dados da Vinci indicam que o tráfego nos aeroportos da ANA cresceu 4,4% em março e 4% no primeiro trimestre do ano. O aeroporto de Lisboa tem beneficiado do aumento dos voos de longo curso operados pela TAP para o Brasil e os Estados Unidos, enquanto o aeroporto do Porto registou um crescimento significativo, impulsionado por ligações transatlânticas e rotas para Espanha, Reino Unido e Itália.

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Fonte: ECO

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