Liga Portugal pode assumir direitos televisivos se leilão falhar

A centralização dos direitos televisivos está a ser debatida na assembleia geral da Liga Portugal, marcada para esta quinta-feira. O modelo de comercialização já foi entregue à Autoridade da Concorrência e, segundo Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a expectativa é que o regulamento seja aprovado. O próximo passo será discutir a distribuição dos montantes entre os clubes, um tema que será abordado numa futura assembleia.

Teixeira afirmou que os critérios para a distribuição dos valores têm sido discutidos com as sociedades desportivas, destacando que existe um consenso em torno das diretrizes. Os pilares que servirão de base para a distribuição incluem o desempenho desportivo nas últimas quatro épocas, a igualdade de montantes entre os clubes, o número de adeptos nos estádios, as audiências e a qualidade das infraestruturas.

O leilão para a venda dos direitos televisivos está agendado para a próxima terça-feira, 21 de abril. Teixeira revelou que a Liga receberá os maiores investidores do mundo nesta área, que virão conhecer melhor a realidade das sociedades desportivas em Portugal. O presidente comprometeu-se a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para atrair investidores para o leilão, que terá três vertentes: filmagem e produção dos jogos, direitos audiovisuais nacionais e internacionais, e diferentes ramificações territoriais.

Um acordo recente entre o Benfica e a Nos, no valor de 104,6 milhões de euros, é visto como um incentivo para a Liga Portugal. Teixeira sublinhou que se um clube consegue vender os seus direitos por um valor elevado, isso pode indicar que o conjunto dos direitos também pode valer mais. A responsabilidade da Liga será conseguir que o valor total seja superior à soma das partes.

Caso as propostas dos investidores não sejam satisfatórias, a Liga Portugal não hesitará em assumir o papel de operador através da Liga TV. Teixeira afirmou que, se for provado que essa é uma boa solução, a Liga poderá avançar. Embora a centralização dos direitos televisivos não seja o foco principal, ele destacou que a Liga Portuguesa é um “produto valioso”, reconhecido mundialmente pelo talento dos seus jogadores, treinadores e dirigentes.

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Sobre a ambiciosa meta de 300 milhões de euros anuais, o presidente da Liga Portugal admitiu não saber se é um objetivo alcançável ou não. O que é crucial, segundo ele, é valorizar o produto, o que depende da qualidade das infraestruturas, do número de adeptos presentes nos estádios, da estabilidade da competição e da oferta de experiências aos adeptos.

Leia também: O impacto da centralização dos direitos televisivos no futebol português.

direitos televisivos Nota: análise relacionada com direitos televisivos.

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Fonte: ECO

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