Candidatos à sucessão de António Guterres na ONU

A sucessão de António Guterres na liderança da ONU está a gerar grande expectativa, com quatro candidatos a disputarem o cargo de secretário-geral. A partir de terça-feira, os Estados-membros da ONU começarão a ouvir os candidatos, num processo que poderá ser histórico, especialmente se uma mulher for eleita pela primeira vez em 80 anos.

A posição de secretário-geral, para o mandato de 2027-2031, está a ser reivindicada pela América Latina, em linha com a tradição de rotação geográfica. Contudo, a escolha final recairá sobre os membros do Conselho de Segurança da ONU, que têm o poder de veto na seleção.

Entre os candidatos, destaca-se Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, que entrou na corrida através de uma nomeação conjunta do Chile, México e Brasil. No entanto, o Chile retirou o seu apoio após a eleição de um governo de extrema-direita. Bachelet é uma figura proeminente na política, tendo sido a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra da Defesa no Chile e a primeira diretora da ONU Mulheres. Apesar de suas credenciais, enfrenta desafios significativos, incluindo a oposição da China e dos Estados Unidos, que criticaram suas posições sobre direitos humanos e questões políticas.

Outro candidato é Rafael Mariano Grossi, atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA). Com 40 anos de experiência em diplomacia, Grossi é visto como um candidato técnico, especializado em desarmamento e segurança internacional. A sua candidatura é apoiada pela Argentina, que destaca a sua capacidade de diálogo e mediação em crises. No entanto, Grossi optou por não renunciar ao seu cargo na AIEA, o que levanta questões sobre potenciais conflitos de interesse.

Rebeca Grynspan, da Costa Rica, também se destaca na corrida. Economista e ex-vice-presidente do país, Grynspan é a primeira mulher a liderar a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). A sua experiência em instituições internacionais e a sua recente conquista do Prémio de Negociadora do Ano de Doha reforçam a sua candidatura. Grynspan defende uma reforma na ONU, enfatizando a necessidade de restaurar a confiança na organização.

Leia também  Portugal reconhece oficialmente o Estado da Palestina

Por último, Macky Sall, ex-presidente do Senegal, entrou na corrida através de uma nomeação do Burundi. A sua candidatura é controversa, uma vez que enfrenta críticas por questões de transparência económica e pela repressão a protestos no seu país. A falta de apoio da União Africana e a rejeição por parte de vários Estados-membros podem enfraquecer a sua posição.

A eleição para a sucessão de António Guterres na ONU promete ser um marco importante, não apenas pela possibilidade de uma liderança feminina, mas também pela diversidade de candidatos que refletem diferentes perspetivas e experiências. Leia também: O papel da ONU na promoção da paz e desenvolvimento global.

sucessão António Guterres sucessão António Guterres sucessão António Guterres sucessão António Guterres sucessão António Guterres Nota: análise relacionada com sucessão António Guterres.

Leia também: Estados Unidos não devem deixar a NATO, afirma Mark Rutte

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top