Espanha vai apresentar na próxima terça-feira uma proposta à União Europeia para romper o acordo de associação com Israel. Esta decisão surge em resposta às alegadas “violações de direitos humanos” por parte do governo de Benjamin Netanyahu. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, durante um evento de pré-campanha em Gibraleón, na província de Huelva.
Sánchez sublinhou que um governo que desrespeita o direito internacional e, consequentemente, os princípios e valores da União Europeia, não pode ser considerado um parceiro. Esta posição reflete um endurecimento da postura espanhola em relação a Israel, especialmente após a escalada de tensões no Médio Oriente.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia irão reunir-se em Bruxelas na terça-feira para discutir a situação na região. Segundo a agência de notícias EFE, Sánchez apelou a todos os países da UE para que apoiem a sua proposta de romper o acordo com Israel. Este acordo, que entrou em vigor em 2000, inclui uma cláusula que exige o respeito pelos direitos humanos, o que, segundo a Espanha, não está a ser cumprido.
A questão do acordo com Israel foi levantada pela primeira vez por Espanha em fevereiro de 2024, em resposta a uma ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza, desencadeada após um ataque do grupo islamita Hamas. Desde então, a posição de Madrid tem vindo a endurecer-se, especialmente após o início da guerra no Líbano e a ofensiva israelo-americana contra o Irão.
A proposta de romper o acordo com Israel poderá ter implicações significativas nas relações entre a União Europeia e o Estado hebreu, bem como nas dinâmicas políticas da região. Leia também: a importância dos direitos humanos nas relações internacionais.
acordo com Israel acordo com Israel Nota: análise relacionada com acordo com Israel.
Leia também: Brasil é o país parceiro da Hannover Messe 2026
Fonte: Sapo





