Bruxelas propõe teletrabalho e alternativas ao carro para reduzir consumo

A Comissão Europeia vai apresentar, na próxima quarta-feira, um conjunto de medidas destinadas a enfrentar a crise energética provocada pelo conflito no Médio Oriente. Entre as propostas, destacam-se o incentivo ao teletrabalho e a promoção de alternativas ao uso do carro e do avião, com o objetivo de promover a redução de consumo na União Europeia (UE).

O pacote de medidas, que Bruxelas irá divulgar, visa mitigar os elevados preços da energia e inclui apoio a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes nas tarifas. A proposta surge quase dois meses após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e a resposta deste país.

Segundo um rascunho ao qual a agência Lusa teve acesso, a Comissão sugere que os Estados-membros implementem medidas como a promoção de, pelo menos, um dia de teletrabalho obrigatório por semana, sempre que possível, e o encerramento de edifícios públicos quando viável. Estas ações visam não só a redução de consumo, mas também a eficiência energética.

No que diz respeito aos transportes, Bruxelas propõe alternativas ao uso do carro, como a utilização de bicicletas partilhadas, a criação de zonas sem veículos, a partilha de automóveis e o incentivo ao uso de transportes públicos. Além disso, a Comissão recomenda que se evitem viagens aéreas sempre que possível e que se reduzam as deslocações de avião no setor público.

Para aumentar a eficiência energética, Bruxelas sugere ajustes nos sistemas de ar condicionado em edifícios públicos e a regulação das caldeiras para temperaturas abaixo de 50°C. Para proteger as famílias mais vulneráveis, a Comissão propõe a criação de vales de energia, a regulação temporária de preços e a proibição de cortes de energia.

No que toca às empresas, a Comissão Europeia defende um maior investimento em energias renováveis e eficiência energética, bem como incentivos para substituir motores elétricos ineficientes por soluções mais sustentáveis. Bruxelas também se compromete a facilitar a coordenação das medidas nacionais relacionadas com o enchimento das reservas de gás e a eventual libertação de reservas de petróleo.

Leia também  Isenção de inscrição para contabilistas mantida até 2026

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, destacou a importância de proteger as famílias vulneráveis e os setores mais afetados pelos altos preços da energia, sublinhando que as medidas devem ser rápidas e direcionadas. Além disso, defendeu uma maior flexibilidade nas regras de auxílios estatais para apoiar os setores mais expostos.

A longo prazo, a Comissão Europeia apela a uma redução da dependência dos combustíveis fósseis e a um investimento em energia limpa. A UE, que importa a maior parte do petróleo e gás que consome, enfrenta uma elevada exposição a choques externos, como a atual crise energética. Apesar de Bruxelas garantir que não há problemas no abastecimento, os preços estão a aumentar, afetando famílias e empresas, o que torna urgente a diversificação de fornecedores e a aceleração da transição para fontes de energia mais seguras e renováveis.

Leia também: O impacto da crise energética nas famílias europeias.

redução de consumo redução de consumo redução de consumo Nota: análise relacionada com redução de consumo.

Leia também: Imigração em Portugal: impacto na economia e no emprego

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top